Você é fã de Chevette? Aqui temos uma versão “hatch”, que por sua vez é rarÃssima. Você poderá encontrar uma gangrenada no ferro velho mais próximo de sua casa, mas nós trazemos uma impecável para você. É claro que isso não basta, por isso, o dono deixou o brinquedo do jeito que o povo gosta: clássico por fora, entretanto com uns cavalinhos a mais!
Â
De peão a patrão
Muitos apaixonados por carro perdem o final de semana inteiro se sujando de graça, limpando, encerando ou consertando seus xodós. Jovens ou mais velhos, não importa a idade, quando eles olham para aquela caixa metálica, fazem loucuras, ou não, pois as vezes, além de “hobbie”, pode ser o próprio ganha pão.
Por que não unir o útil ao agradável? Foi o que fez o restaurador de “carangas” antigas, Renato De Seta Vaz, de 43 anos. Há 23 anos ele tem uma oficina de restauração, a “Setacar”, e como nenhuma criança gosta que lhe tirem o doce, é claro que não poderia deixar de ter a sua máquina, cujo rejuvenescimento da “velhinha”, ele mesmo fez.
Quando jovem, ele teve um grande parceiro, que foi um Chevette L. hatch, o qual simbolizou todo o espÃrito de velocidade, já que Renato participava até de disputas de racha. Anos mais tarde, já maduro, o destino colocaria os dois frente a frente mais uma vez, não era o mesmo “carango”, esse era “SL”.
A raridade foi encontrada a partir de um amigo de seu irmão, que utilizada o “brinquedo” para carregar máquinas “caça-nÃqueis”. A partir daÃ, de peão o “Chevettinho” virou patrão, fato que se deve ao belÃssimo trabalho realizado no GM. “Foram dois anos de preparação, e o carrinho de assoalho podre tomou jeito”, diz Renato. Realmente ele se destaca por ser único!
Â
Que me desculpem os feios, mais beleza é fundamental!
A aparência deixa a entender que acabou de sair da loja, zero quilômetro, como um dia foi. Até o cofre do motor (e o próprio motor) ganhou atenção especial.
Esse Chevette passou por uma extensa restauração para chegar a esse estado. O destaque fica para as rodas originais aro 13 com sobrearos, uma mania dos anos 70 e que reviveu neste belo Chevette, somados aos pneus Pirelli 175/70 R13. a suspensão foi levemente rebaixada, graças ao filho do proprietário, MaurÃcio. “A minha idéia era deixar a suspnsão um pouco mais alta na frente, porém, a vontade do meu ilho falou mais alto”, diz Renato. Na frente as molas perderam 1,5 elo e atrás 1 elo, e os amortecedores não foram mexidos. Quanto aos freios, permanecem originais, e se mostram suficientes. Ficamso na dúvida para julgar se por fora está mais bonito ou por dentro. É muito dificil saber! De fato, não foi esquecida uma só parte do carro, o que mostra que o dono realmente está no ramo certo. Dando aquela pegada, o volante esportivo é bastante semelhante aos usados na década de 70 pelos então “boyzinhos”, que atualmente devem ser “tiosinhos”.
No painel, que veio do Chevette GP (que incluÃa contra-giros), está instalado no centro, no lugar do relógio, um vacuômetro. Esse instrumento, quase ninguém instala, sendo muito dificil ver um por aÃ, e sua função é medir a depressão do ar na entrada do coletor de admissão. Serve para monitorar o consumo de combustÃvel: quanto mais vácuo, mais economia.
Mais à direita, perto do câmbio com manopla cromada, existe um console com mais três instrumentos: nÃvel do tanque, termômetro da água e namômetro do óleo, todos da clássico VDO.
Â
Coração Aspiradinho
O “coração” original do Chevette era 1.4, mas na hora da reforma, renato trocou por um 1.6, um pouco mais forte e “torcudo”.
O cabeçote veio da versão a álcool, mas não é o do 1.6/S, como você pode estar pensando. Mesmo assim, como era usado nos Chevettes a álcool, ganhou-se um pouco mais de taxa que o modelo a gasolina, estando com aproximadamente 9,0:1, o que obriga o uso de gasolina Podium. O comando utilizado para ganhar um pouco mais de performace é de 276º de Indeco. Pistões e bielas são originais da versão 1.6.
Na parte da alimentação, está instalado o carburador Solex H34 com giclês aumentados para 23mm no primeiro estágio e 24mm no segundo. O coletor de escape é do tipo 4×1 e o de admissão é original, sem retrabalho algum. Outras partes do motor como bomba de óleo, combustÃvel, bobina de ignição etc, todas são originais.
Um detalhe que auxilia na performace é o diferencial que ainda é o do Chevette 1.4, que aliado ao motor 1.6 levemente aspirado consegue uma agilidade maior que o do modelo original, mas ficando as marchas um pouco “curtas” e o motor sempre girando mais alto. A embreagem é a do Chevette 1.6!
É bom salientar que este motor poderia render mais alguns cavalos se fosse usado álcool como combustÃvel, mais taxa, um retrabalho mais profundo no cabeçote e carburação, mas só com isso o proprietário diz que já dá pra “brincar” bastante, inclusive arrancar junto com o Citroën C3, mas perdendo obviamente em final, como já aconteceu, segundo Renato.
Quisemos mostrar que mesmo um motor mais antigo com algumas “afinações” especiais pode ganhar alguma potência e brincar com os modelos mais novos e mais potentes, chegando aos 100km/h em aproximadamente 11 segundos.
Ficha Técnica                                              Â
Carro: Chevette Hatch SL
Ano: 1980/80
Proprietário: Renato de Seta Vaz
Preparador: Idem
Desempenho: 0 a 100 km/h: 11s
Â
Fonte: Revista 100% Veneno

1 User em "Pérola Negra"
Olá, sou filho do dono do hatch da materia acima, bem essa foto ñ é do meu carro caso queira posso enviar fotos do carro…
Abraços!
Deixe seu comentário