Um Preço e duas Medidas
Postado em CARRO FORD, CARRO VOLKSWAGEN |
Eles têm muito em comum, mais apresentam diferenças que vão bem além dos cromados e do tamanho

 Ford Fusion e Volkswagen Jetta são sedãs bem equipados, chegam ao Brasil importados do México e estão na mesma faixa de preço. O Fusion custa 82 790 reais e o Jetta, 83 160 reais, ambos oferecidos em únicas versões. Por essas coincidências, são cobiçados pelo mesmo tipo de público, formado em geral por homens com mais de 35 anos bem postos na carreira. Eles disputam o topo do segmento dos sedãs médios, ligeiramente acima de Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra. Mas, apesar dos pontos em comum, Fusion e Jetta são carros ebm diferentes.
O Fusion se impões logo de cara. Sua frente longa e traseira curta, a linha da cintura alta com a grade cromada e os grandes faróis, chamam a atenção e avisam que, apesar de ser um sedã - que pode servir como carro de representação ao levar o dono ao teatro, à noite -, ele conta com uma lado esportivo desenvolvido. O Jetta é bem mais discreto, como reza o tradicional manual alemão de como fazer carros. Mas nem por isso ele é um carro acanhado. Pelo contrário, ele surpreende quem baseia seu julgamento apenas nas aparências.
Postos lado a lado, a maior diferença entre eles está nas dimensões. O Fusion é maior, e por isso talvez consiga atrair mais olhares que o Jetta. Um bom benefÃcio mais palpável ligado ás dimensões é o espaço interno, mais generoso no Fusion. Ainda que ambos acomodem cinco pessoas, o Ford oferece mais espaço para ombros, quadris e pernas para o povo. No porta-malas, eles se equivalem. Eles se equivalem. O Ford tem capacidade para 530 litros, enquanto no Volks cabem 527 litros, de acordo com as medições das fábricas. O Fusion foi desenvolvido com a participação das engenharias do Brasil e do México, segundo a Ford, mais não perdeu o que mais os americanos apreciam em um veÃculo, que é o conforto. Além do espaço interno, ele é silencioso e roda com suavidade. Sua suspenção absorve as irregularidades das ruas e a direção não exige esforço do motorista nas manobras. Ele é o oposto do Jetta, que segue os conceitos europeus. OVW sacrifica o conforto em favor da digiribilidade. Ele não chega a ser uma carro duro - podemos dizer até que os engenheiros alemães foram condescendentes na hora de atender a esse requisito -, mais suas suspenção é mais fechada e transmite seu diálogo com o piso. O carro passa sobre uma emenda no asfalto e você sente a batida nos pneus, enquanto o Fusion poupa o motorista desses detalhes. A direção do VW está sempre pronta a conversar com o motorista, repassando os estÃmulos que chegam da pista. Mas, nesse aspecto, não se pode afirmar que um é melhor que o outro. São personalidades diferentes, cada qual coerente com seu projeto. Quem gosta de vida boa e água fresca vai adorar o Fusion. Quem é chegado a pegar uma estrada para estimular os reflexos não vai querem largar o volante do Jetta.
Jogo virado até aqui, o Fusion só batel no rival e justificou sua superioridade nas lojas. Lançado em junho de 2006, terminou o ano como lÃder no segmento, ultrapassando o Accord. Ao todo, a Ford vendeu 7041 unidades do Fusion, em 2006, com uma média de 100 unidades/mês. O Jetta estreou em setembro, e fechou o ano em quinto lugar no segmento, com 748 unidades - 187 carros/mês, em média. Em janeiro de 2007 foram vendidos 1015 Fusion e 257 Jetta.
No entanto, basta chegar à pista para o Jetta dar o troco. Seu motor 2.5 FSI é um pouco menos potente, mais entrega mais torque. Como se não bastasse, o motor tem na caixa de seis marchas um aliado poderoso: a opção de trocas seqüenciais. è pisar no acelerador, para sentir o impacto do motor empurrando o carro. O câmbio automático do Fusion, é de cinco marchas, com a opção da função Low, uma redução que ajuda na sultrapassagens ou quendo se precisa de freio-motor. Segundo a Ford, o sistema proucura a redução mais apropriada para a rotação do motor. Na pista, o Jetta viu o Fusion pelo retrovisor. Foi mais rápido em aceleração e retomadas e ainda gastou menos combustÃvel. Isso mesmo sendo mais pesado, que o Fusion. São 1469 quilos contra 1432 do Ford.
Os dois tem ar-condicionado, seis airbags, CD player com disqueteira e MP3, volante multifuncional e freios ABS, traz controle eletrônico, de tração e de estabilidade. Sua direção têm assistência elétrica, enquanto a do Fusion é hidráulica. Além de mais precisa, porque só é acionada na medida da necessidade, a eléetrica economiza combustÃvel, poi não rouba potência do motor.
No acabamento, apesar de ter bancos de couro de série (opcionais no Jetta), o Fusion perde pontos nos outros materiais de revestimento, de qualidade inferior ao rival. O painel é alcochoado, mais é visualmente mais pobre que a do Jetta. No VW essa peça é mais macia e agradável, ao toque e ao olhar. O Jetta tem apliques de alumÃnio, no painel e no console. O Fusion usa placas de plástico, embora a peça que imita a laca das teclas pretas do piano seja de bom gosto. Nas portas, mais uma vez VW faz melhor figura. A Ford foi econômica no relevo da parte que reveste a porta, enquanto a Volks caprichou na mistura de materiais, com a inclusão de um friso de alumÃnio. Pela expectatica que cria com seu visual externo, o Fusion merecia um acabamento interno mais sofisticado.
A escolha do Fusion traz algumas vantagens econômicas ao proprietário. A Ford oferece três anos de garantia, sem limite de quilometragem, enquanto a Volks fecha em dois anos ou 50 000 quilômetros. E, no que diz respeito ao seguro, segundo a corretora, Nova Feabri, o seguro do Fusion custa em média 3 800 reais, enquanto o Jetta fica em 5 500 reais.
Mas, apesar dessa economia, do porte atlético e das boas vendas, O Fusion não consegue superar o Jetta. Apesar de seu visual mais discreto, o Jetta tem mais ingredientes para agradar o comprador de seu segmento. O acabamento superior, a sofisticação técnica do câmbio seqüencial e da direção elétrica e os equipamentos de segurança fazem a diferença. Sem falar no desempenho e na economia na pista - que podem não ser apropriadas para o candidato a um deles, mas são sempre bem vindas.
                                                          Â
Â
Fonte: Revista Quatro Rodas
Â
Eles têm muito em comum, mais apresentam diferenças que vão bem além dos cromados e do tamanho

 Ford Fusion e Volkswagen Jetta são sedãs bem equipados, chegam ao Brasil importados do México e estão na mesma faixa de preço. O Fusion custa 82 790 reais e o Jetta, 83 160 reais, ambos oferecidos em únicas versões. Por essas coincidências, são cobiçados pelo mesmo tipo de público, formado em geral por homens com mais de 35 anos bem postos na carreira. Eles disputam o topo do segmento dos sedãs médios, ligeiramente acima de Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra. Mas, apesar dos pontos em comum, Fusion e Jetta são carros ebm diferentes.
O Fusion se impões logo de cara. Sua frente longa e traseira curta, a linha da cintura alta com a grade cromada e os grandes faróis, chamam a atenção e avisam que, apesar de ser um sedã - que pode servir como carro de representação ao levar o dono ao teatro, à noite -, ele conta com uma lado esportivo desenvolvido. O Jetta é bem mais discreto, como reza o tradicional manual alemão de como fazer carros. Mas nem por isso ele é um carro acanhado. Pelo contrário, ele surpreende quem baseia seu julgamento apenas nas aparências.
Postos lado a lado, a maior diferença entre eles está nas dimensões. O Fusion é maior, e por isso talvez consiga atrair mais olhares que o Jetta. Um bom benefÃcio mais palpável ligado ás dimensões é o espaço interno, mais generoso no Fusion. Ainda que ambos acomodem cinco pessoas, o Ford oferece mais espaço para ombros, quadris e pernas para o povo. No porta-malas, eles se equivalem. Eles se equivalem. O Ford tem capacidade para 530 litros, enquanto no Volks cabem 527 litros, de acordo com as medições das fábricas. O Fusion foi desenvolvido com a participação das engenharias do Brasil e do México, segundo a Ford, mais não perdeu o que mais os americanos apreciam em um veÃculo, que é o conforto. Além do espaço interno, ele é silencioso e roda com suavidade. Sua suspenção absorve as irregularidades das ruas e a direção não exige esforço do motorista nas manobras. Ele é o oposto do Jetta, que segue os conceitos europeus. OVW sacrifica o conforto em favor da digiribilidade. Ele não chega a ser uma carro duro - podemos dizer até que os engenheiros alemães foram condescendentes na hora de atender a esse requisito -, mais suas suspenção é mais fechada e transmite seu diálogo com o piso. O carro passa sobre uma emenda no asfalto e você sente a batida nos pneus, enquanto o Fusion poupa o motorista desses detalhes. A direção do VW está sempre pronta a conversar com o motorista, repassando os estÃmulos que chegam da pista. Mas, nesse aspecto, não se pode afirmar que um é melhor que o outro. São personalidades diferentes, cada qual coerente com seu projeto. Quem gosta de vida boa e água fresca vai adorar o Fusion. Quem é chegado a pegar uma estrada para estimular os reflexos não vai querem largar o volante do Jetta.
Jogo virado até aqui, o Fusion só batel no rival e justificou sua superioridade nas lojas. Lançado em junho de 2006, terminou o ano como lÃder no segmento, ultrapassando o Accord. Ao todo, a Ford vendeu 7041 unidades do Fusion, em 2006, com uma média de 100 unidades/mês. O Jetta estreou em setembro, e fechou o ano em quinto lugar no segmento, com 748 unidades - 187 carros/mês, em média. Em janeiro de 2007 foram vendidos 1015 Fusion e 257 Jetta.
No entanto, basta chegar à pista para o Jetta dar o troco. Seu motor 2.5 FSI é um pouco menos potente, mais entrega mais torque. Como se não bastasse, o motor tem na caixa de seis marchas um aliado poderoso: a opção de trocas seqüenciais. è pisar no acelerador, para sentir o impacto do motor empurrando o carro. O câmbio automático do Fusion, é de cinco marchas, com a opção da função Low, uma redução que ajuda na sultrapassagens ou quendo se precisa de freio-motor. Segundo a Ford, o sistema proucura a redução mais apropriada para a rotação do motor. Na pista, o Jetta viu o Fusion pelo retrovisor. Foi mais rápido em aceleração e retomadas e ainda gastou menos combustÃvel. Isso mesmo sendo mais pesado, que o Fusion. São 1469 quilos contra 1432 do Ford.
Os dois tem ar-condicionado, seis airbags, CD player com disqueteira e MP3, volante multifuncional e freios ABS, traz controle eletrônico, de tração e de estabilidade. Sua direção têm assistência elétrica, enquanto a do Fusion é hidráulica. Além de mais precisa, porque só é acionada na medida da necessidade, a eléetrica economiza combustÃvel, poi não rouba potência do motor.
No acabamento, apesar de ter bancos de couro de série (opcionais no Jetta), o Fusion perde pontos nos outros materiais de revestimento, de qualidade inferior ao rival. O painel é alcochoado, mais é visualmente mais pobre que a do Jetta. No VW essa peça é mais macia e agradável, ao toque e ao olhar. O Jetta tem apliques de alumÃnio, no painel e no console. O Fusion usa placas de plástico, embora a peça que imita a laca das teclas pretas do piano seja de bom gosto. Nas portas, mais uma vez VW faz melhor figura. A Ford foi econômica no relevo da parte que reveste a porta, enquanto a Volks caprichou na mistura de materiais, com a inclusão de um friso de alumÃnio. Pela expectatica que cria com seu visual externo, o Fusion merecia um acabamento interno mais sofisticado.
A escolha do Fusion traz algumas vantagens econômicas ao proprietário. A Ford oferece três anos de garantia, sem limite de quilometragem, enquanto a Volks fecha em dois anos ou 50 000 quilômetros. E, no que diz respeito ao seguro, segundo a corretora, Nova Feabri, o seguro do Fusion custa em média 3 800 reais, enquanto o Jetta fica em 5 500 reais.
Mas, apesar dessa economia, do porte atlético e das boas vendas, O Fusion não consegue superar o Jetta. Apesar de seu visual mais discreto, o Jetta tem mais ingredientes para agradar o comprador de seu segmento. O acabamento superior, a sofisticação técnica do câmbio seqüencial e da direção elétrica e os equipamentos de segurança fazem a diferença. Sem falar no desempenho e na economia na pista - que podem não ser apropriadas para o candidato a um deles, mas são sempre bem vindas.
                                                          Â
Â
Fonte: Revista Quatro Rodas
Â