27th Março 2008

Pérola Negra

Postado em CARRO CHEVROLET |

Você é fã de Chevette? Aqui temos uma versão “hatch”, que por sua vez é raríssima. Você poderá encontrar uma gangrenada no ferro velho mais próximo de sua casa, mas nós trazemos uma impecável para você. É claro que isso não basta, por isso, o dono deixou o brinquedo do jeito que o povo gosta: clássico por fora, entretanto com uns cavalinhos a mais!

 

De peão a patrão
Muitos apaixonados por carro perdem o final de semana inteiro se sujando de graça, limpando, encerando ou consertando seus xodós. Jovens ou mais velhos, não importa a idade, quando eles olham para aquela caixa metálica, fazem loucuras, ou não, pois as vezes, além de “hobbie”, pode ser o próprio ganha pão.
Por que não unir o útil ao agradável? Foi o que fez o restaurador de “carangas” antigas, Renato De Seta Vaz, de 43 anos. Há 23 anos ele tem uma oficina de restauração, a “Setacar”, e como nenhuma criança gosta que lhe tirem o doce, é claro que não poderia deixar de ter a sua máquina, cujo rejuvenescimento da “velhinha”, ele mesmo fez.
Quando jovem, ele teve um grande parceiro, que foi um Chevette L. hatch, o qual simbolizou todo o espírito de velocidade, já que Renato participava até de disputas de racha. Anos mais tarde, já maduro, o destino colocaria os dois frente a frente mais uma vez, não era o mesmo “carango”, esse era “SL”.
A raridade foi encontrada a partir de um amigo de seu irmão, que utilizada o “brinquedo” para carregar máquinas “caça-níqueis”. A partir daí, de peão o “Chevettinho” virou patrão, fato que se deve ao belíssimo trabalho realizado no GM. “Foram dois anos de preparação, e o carrinho de assoalho podre tomou jeito”, diz Renato. Realmente ele se destaca por ser único!

 

Que me desculpem os feios, mais beleza é fundamental!
A aparência deixa a entender que acabou de sair da loja, zero quilômetro, como um dia foi. Até o cofre do motor (e o próprio motor) ganhou atenção especial.
Esse Chevette passou por uma extensa restauração para chegar a esse estado. O destaque fica para as rodas originais aro 13 com sobrearos, uma mania dos anos 70 e que reviveu neste belo Chevette, somados aos pneus Pirelli 175/70 R13. a suspensão foi levemente rebaixada, graças ao filho do proprietário, Maurício. “A minha idéia era deixar a suspnsão um pouco mais alta na frente, porém, a vontade do meu ilho falou mais alto”, diz Renato. Na frente as molas perderam 1,5 elo e atrás 1 elo, e os amortecedores não foram mexidos. Quanto aos freios, permanecem originais, e se mostram suficientes. Ficamso na dúvida para julgar se por fora está mais bonito ou por dentro. É muito dificil saber! De fato, não foi esquecida uma só parte do carro, o que mostra que o dono realmente está no ramo certo. Dando aquela pegada, o volante esportivo é bastante semelhante aos usados na década de 70 pelos então “boyzinhos”, que atualmente devem ser “tiosinhos”.
No painel, que veio do Chevette GP (que incluía contra-giros), está instalado no centro, no lugar do relógio, um vacuômetro. Esse instrumento, quase ninguém instala, sendo muito dificil ver um por aí, e sua função é medir a depressão do ar na entrada do coletor de admissão. Serve para monitorar o consumo de combustível: quanto mais vácuo, mais economia.
Mais à direita, perto do câmbio com manopla cromada, existe um console com mais três instrumentos: nível do tanque, termômetro da água e namômetro do óleo, todos da clássico VDO.

 

Coração Aspiradinho
O “coração” original do Chevette era 1.4, mas na hora da reforma, renato trocou por um 1.6, um pouco mais forte e “torcudo”.
O cabeçote veio da versão a álcool, mas não é o do 1.6/S, como você pode estar pensando. Mesmo assim, como era usado nos Chevettes a álcool, ganhou-se um pouco mais de taxa que o modelo a gasolina, estando com aproximadamente 9,0:1, o que obriga o uso de gasolina Podium. O comando utilizado para ganhar um pouco mais de performace é de 276º de Indeco. Pistões e bielas são originais da versão 1.6.
Na parte da alimentação, está instalado o carburador Solex H34 com giclês aumentados para 23mm no primeiro estágio e 24mm no segundo. O coletor de escape  é do tipo 4×1 e o de admissão é original, sem retrabalho algum. Outras partes do motor como bomba de óleo, combustível, bobina de ignição etc, todas são originais.
Um detalhe que auxilia na performace é o diferencial que ainda é o do Chevette 1.4, que aliado ao motor 1.6 levemente aspirado consegue uma agilidade maior que o do modelo original, mas ficando as marchas um pouco “curtas” e o motor sempre girando mais alto. A embreagem é a do Chevette 1.6!
É bom salientar que este motor poderia render mais alguns cavalos se fosse usado álcool como combustível, mais taxa, um retrabalho mais profundo no cabeçote e carburação, mas só com isso o proprietário diz que já dá pra “brincar” bastante, inclusive arrancar junto com o Citroën C3, mas perdendo obviamente em final, como já aconteceu, segundo Renato.
Quisemos mostrar que mesmo um motor mais antigo com algumas “afinações” especiais pode ganhar alguma potência e brincar com os modelos mais novos e mais potentes, chegando aos 100km/h em aproximadamente 11 segundos.

Ficha Técnica                                               
Carro:
Chevette Hatch SL
Ano: 1980/80
Proprietário: Renato de Seta Vaz
Preparador: Idem
Desempenho: 0 a 100 km/h: 11s

 

Fonte: Revista 100% Veneno

There is currently one response to “Pérola Negra”

Why not let us know what you think by adding your own comment! Your opinion is as valid as anyone elses, so come on... let us know what you think.

  1. 1 On Julho 25th, 2008, Mauricio Vaz said:

    Olá, sou filho do dono do hatch da materia acima, bem essa foto ñ é do meu carro caso queira posso enviar fotos do carro…
    Abraços!

Deixe seu Comentário