26th Maio 2008

Nissan Livina

Postado em CARRO NISSAN |

No rastro do bem-sucedido Fit deve vir a minivan, que a Nissan pode fabricar aqui em 2009

Típico carro feito de dentro para fora, caberia como uma luva no Fit o antigo bordão da VW, “bom senso em automóvel”. Se ainda hoje é complicado qualificá-lo - por aproximação, costumamos a nos referir a ele como minivan -, é fácil entender o sucesso da fórmula de carro compacto por fora, versátil por dentro e ainda econômico e confiável, na faixa de preço entre 45 000 e 55 000 reais. Não é à toa que ele tem seguidores. Ainda que não confirme oficialmente, a Nissan deverá produzir no Brasil a minivan compacta Livina, com lançamento previsto para 2009.

A Livina é feita sobre a mesma plataforma da dupla Logan/Sandero, que a Renault (dona da Nissan) já produz no Brasil. Essa plataforma B é a de maior volume dentro do grupo Renault, servindo de base para modelos como Renault Clio e Nissan Tiida, além da linha Logan. A motorização da Livina no Brasil, portanto, será a mesma do Logan, com exceção da versão 1.0, que já foi descartada pela fábrica. Ou seja, haverá duas versões flex: 1.6 8V, de 95 cv, e 1.6 16v, de 107/112 cv. A maior novidade mecânica será a opção de uma versão automática CVT, além da manual de cinco marchas.

Direção às avessas A Livina foi avaliada durante um evento em que a Nissan mostrou todos os carros que ela e sua subsidiária Infiniti produzem atualmente. O test-drive ocorreu no mês passado nas ruas de Cascais, no sul de Portugal. A unidade era uma versão automática, com volante do lado direito, para os países de mão-inglesa. Mas-tirando o fato de que o limpador de pára-brisa era ligado toda vez que ia se acionar o indicador de direção - isso não atrapalhou em nada as primeiras impressões.

A Livina pode até ser confundida com o Fit em um primeiro olhar. Mas é mais semelhante ainda a outras minivans da Nissan, como a Note, produzida na Inglaterra. Na dianteira, ela lembra o Tiida, de quem parece ter herdado a grade. A Livina mede 4,17 metros de comprimento por 1,69 de largura e 1,60 de altura, nquanto nosso Fit atual tem 3,83 por 1,67 por 1,52 metro, respectivamente. A posição de dirigir é típica de minivan. Em relação ao Fit, o ponto H (no encontro do encosto com o assento) parece mais alto, assim como o volante dá a impressão de que está mais na horizontal. No Fit, a posição de dirigir seria mais baixa e o volante estaria mais na vertical, como em um cupê ou um sedã. Quem viaja atrás também se senta numa posição mais alta que no Fit, por isso encontra mais espaço (não muito) para as pernas e pode contemplar melhor a paisagem externa. O porta-malas é pequeno, mais ainda sim maior do que o do rival. São 383 litros de capacidade, contra os 353 litros do Fit, com os bancos na posição normal.

O acabamento é honesto. As peças parecem bem confeccionadas, mais são de materiais simples. Os bancos e as portas são revestidos de tecidos e no painel há plásticos de diferentes texturas - causam um efeito visual interessante, ainda mais nos tons claros do carro avaliado, mas não desfazem a impressão de algo básico. O motor é silencioso, mas falta isolamento acústico na carroceria, ausência sentida quando se bate uma porta para fechá-la, por exemplo. O carro estava equipado com airbags, rodas de liga leve, CD player e ar-condicionado, entre outros itens. Os comandos dos vidros elétricos estão instalados nas portas, diferentemente do Logan, em que ficam no painel (para economizar fiação elétrica).
Nas ruas bem cuidadas e limpas de Cascais, a suspenção se comportou bem, deixando a Livina macia e estável, A direção (com assistência elétrica) se mostrou indireta, para proporcionar mais conforto ao motorista, e os freios, eficientes. O desempenho pareceu compatível com o do Fit 1.4.

A Livina é produzida atualmente em países como China, Indonésia, Taiwan e África do Sul e é o segundo carro de uma família de modelos globais que, segundo a fábrica, se destinam a consumidores jovens (leia-se com poder aquisitivo limitado) e atraídos pela relação custo/benefício. O primeiro carro dessa família é o Grand Livina, uma minivan um pouco maior, com três fileira de bancos e sete lugares.
A minivan não será única novidade da Nissan no Brasil, nos próximos meses. Além de estudar a importaçãod e outros modelos do México, a fábrica deverá anunciar a fabricação da nova Frontier, que hoje vem da Tailândia, deixando a atual (com alguns retoques) em uma única versão de entrada.

Fonte: Revista Quatro Rodas

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