Kia Opirus V6 3.8
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Mais barato, ele ganha fôlego extra para encarar Fusion, Jetta e Azera
A Kia tornou definitiva a redução de 129900 para 99900 reais do preço do Opirus, que até poderia fazer frente ao grupo. O Opirus (leia “ópirus”) anda mais que o esportivo Jetta, é mais espaçoso que o grande Fusion e tem mais caris¬ma que o discreto Azera. Humm, pensando bem, não. Sempre que o mostrei a alguém, logo torciam o nariz para o visual. Mas gosto não se discute, e basta você olhar para uma foto e tirar suas conclusões.
O fato é que desse grupo, que inclui HondaAccord, ele é talvez o que oferece mais risco no pós-venda. Só tem 62 autorizadas no país (a Honda tem 138), a queda brutal no preço pode minar a confiança dos pre¬tendentes e sua presença no mercado é quase nula: vendeu 42 carros este ano, contra 1145 do Azera.
Mas deixemos de lado o mercado e falemos do carro. Qualquer má impressão some tão rápido quanto ele acelera. Não precisa pisar fundo para acordar 267 cv. Ele anda tão forte que nem seu câmbio automático de cinco marchas consegue refrear a cantada de pneu na saída do sinal. Qualquer aceleração reduz a marcha e faz o conta-giros saltar de 4000 pan 6000 rpm. Aqui o motorista de Jetta se sentiria em casa e nem se daria ao trabalho de trocar marcha no modo manual. Apesar do tamanho de barca (5 metros) e da proposta de luxo, a suspensao segura a onda: éconfortável sem ser molenga, firme sem ser dura.
Por dentro, além do espaço de latifúndio (tem mais entreeixos que o Azera ), destaca-se o excesso de itens de série: ar digital bizona, oito airbags, ABS com EBD e BAS, controle de tração, bancos de couro com ajuste elétrico. O requinte chega ao passageiro de trás poder reclinar eletricamente as duas poltronas traseiras—ele tem até botão para afastar o banco dianteiro!
No entanto, o Opirus é um paradoxo ambulante: tem tanto luxo, mas esquece coisas mais práticas ao motorista, O CD player não toca MP3 nem tem entra¬da para iPod,o retrovisor não aponta para baixo com a ré engatada e o controle remoto não levanta os vidros ao travar as portas. Até o estilo agressivo de motor e câmbio não combina com quem tem um Fusion na mira. Parece que o Opirus foi feito mais para quem está no banco de trás que ao volante.
Fonte: Revista Quatro Rodas
Mais barato, ele ganha fôlego extra para encarar Fusion, Jetta e Azera
A Kia tornou definitiva a redução de 129900 para 99900 reais do preço do Opirus, que até poderia fazer frente ao grupo. O Opirus (leia “ópirus”) anda mais que o esportivo Jetta, é mais espaçoso que o grande Fusion e tem mais caris¬ma que o discreto Azera. Humm, pensando bem, não. Sempre que o mostrei a alguém, logo torciam o nariz para o visual. Mas gosto não se discute, e basta você olhar para uma foto e tirar suas conclusões.
O fato é que desse grupo, que inclui HondaAccord, ele é talvez o que oferece mais risco no pós-venda. Só tem 62 autorizadas no país (a Honda tem 138), a queda brutal no preço pode minar a confiança dos pre¬tendentes e sua presença no mercado é quase nula: vendeu 42 carros este ano, contra 1145 do Azera.
Mas deixemos de lado o mercado e falemos do carro. Qualquer má impressão some tão rápido quanto ele acelera. Não precisa pisar fundo para acordar 267 cv. Ele anda tão forte que nem seu câmbio automático de cinco marchas consegue refrear a cantada de pneu na saída do sinal. Qualquer aceleração reduz a marcha e faz o conta-giros saltar de 4000 pan 6000 rpm. Aqui o motorista de Jetta se sentiria em casa e nem se daria ao trabalho de trocar marcha no modo manual. Apesar do tamanho de barca (5 metros) e da proposta de luxo, a suspensao segura a onda: éconfortável sem ser molenga, firme sem ser dura.
Por dentro, além do espaço de latifúndio (tem mais entreeixos que o Azera ), destaca-se o excesso de itens de série: ar digital bizona, oito airbags, ABS com EBD e BAS, controle de tração, bancos de couro com ajuste elétrico. O requinte chega ao passageiro de trás poder reclinar eletricamente as duas poltronas traseiras—ele tem até botão para afastar o banco dianteiro!
No entanto, o Opirus é um paradoxo ambulante: tem tanto luxo, mas esquece coisas mais práticas ao motorista, O CD player não toca MP3 nem tem entra¬da para iPod,o retrovisor não aponta para baixo com a ré engatada e o controle remoto não levanta os vidros ao travar as portas. Até o estilo agressivo de motor e câmbio não combina com quem tem um Fusion na mira. Parece que o Opirus foi feito mais para quem está no banco de trás que ao volante.
Fonte: Revista Quatro Rodas