Descubra como é calculado o preço do seguro do seu carro.
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Quem olhar atentamente a diferença entre o seguro total e um seguro RCF (Responsabi¬lidade Civil Facultativa, o popular seguro apenas contra terceiros) vai perceber algo que parece absurdo, O RCF tem apólices mais básicas, que não cobrem o casco, não defendem o segurado contra incêndio e roubo e apenas o protegem de ter de pagar danos provocados a terceiros. Em média, o seguro RCF de um Gol 1.0 custa 447 reais. A média para um Focus 1.6 é de 444 reais. Isso mesmo, segurar um Focus que custa 49 000 reais é ligeiramente mais barato que defender um Gol que custa 33 000 reais.
Absurdo? Não, apenas uma demonstração de como os seguros funcionam, O preço de um seguro é o resultado de um cálculo estatístico. A segurado¬ra avalia alguns fatores de risco e, a partir deles, calcula qual a probabilidade de o veículo ser rouba¬do ou sofrer um acidente. A partir daí, ela estima quanto terá de pagar de indenização e define quanto vai cobrar do segurado.
No caso do Gol e do Focus, é fácil entender a diferença: o Gol é um veículo muito mais visado pelos ladrões. É um modelo mais barato, mais fácil de vender e o mercado para as autopeças obtidas irregularmente nos desmanches criminosos é muito maior.
Por isso, seu risco para a seguradora é maior e apólices contra roubo são mais caras.
O tipo do modelo é o principal fator a definir o preço do seguro, sendo responsável por 60% do prêmio cobrado. Acessórios também contam: faróis especiais, sonorização poderosa e pinturas podem elevar o preço, pois são mais caros substituir em caso de acidente.
Mas ainda há três outros fatores que definem o preço do seguro. O primeiro é o perfil do segurado: seu gênero (homem ou mulher) e sua idade. Não tem jeito: homens pagam mais que mulheres, e motoristas entre 18 e 25 anos de idade terão custo maior que o dos mais velhos. “Mulheres e motoristas mais maduros são mais cuidados ao dirigir”, diz Carlos Alberto Trindade, vice-presidente de seguros automotivos da SulAmérica. “Eles oferecem menos riscos por isso seus seguros são mais baratos.”
Como no caso do modelo do veículo, aqui não há nada que o segurado possa fazer para reduzir o preço apagar, exceto esperar o tempo passar. Gênero e ida¬de respondem, em média, por certa de 20% do prê¬mio total do seguro. Em casos extremos — comparan¬do um motorista de 18 anos com uma motorista de 50 -, a diferença para uma mesma apólice pode chegar a 40%. Se o segurado tiver filhos adolescentes, que cos¬tumam ser guiados mais pela audácia da emoção que pelo bom senso da razão, ele também terá um risco maior, assim como o preço da apólice.
O fator de risco seguinte são diversos itens englobados na maneira de conduzir o veículo. O princípil aqui é mais que óbvio: carros que estão na garagem correm menos risco de roubo e acidentes que carros que estão nas ruas. Assim, quan¬to mais tempo o carro permanece na garagem, menos ele paga de seguro. Na prática, os segurados que têm garagem em casa e no local de trabalho e que não usam o carro para trabalhar pagam menos seguro.
O endereço também conta. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as mais inseguras para os motoristas, não apenas pelo elevado número de aci¬dentes como pela dedicação dos ladrões. “Nessas duas cidades, o cálculo é que 2% a 3% dos veículos segurados serão roubados ou furtados”, diz Marcelo Goldman, diretor da seguradora Tokio Marine, vincu¬lada ao banco ABN Amro. “Em cidades do interior paulista como Ribeirão Preto, por exemplo, esse par¬centual cai para menos de 1%.” O bairro em que o segurado mora também faz diferença. Dois irmãos gêmeos com carros absolutamente iguais serão trata¬dos de maneira desigual. Se um deles morar na zona leste da capital paulista, vai pagar mais caro que o que ocupa um endereço na zona sul, O endereço respon¬de por cercaa de 10% da formação do preço final e não há muito que o segurado possa fazer, exceto ligar para um corretor de imóveis e trocar de casa.
Finalmente, o terceiro fator que influencia o preço é a instalação de equipamentos de segurança. Essa é a única maneira que o cliente tem de reduzir de fato o prêmio pago. Os melhores exemplos são os rastreado¬res, que permitem localizar o carro imediatamente em caso de furto, e as vacinas — identificação das peças do veículo, para impedir que sejam desviadas para desmanches ilegais. Esses equipamentos, algumas vezes instalados pela seguradora sem custo, podem reduzir em até 10% o valor do prêmio pago.
Equipamentos de segurança - Instalar rastreadores e vacinas (que dificultam o desvio de peças) podem reduzir em 10% o seguro a pagar.
Endereço do motorista - Segurados das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo pagam mais caro, pois estão mais sujeitos a acidentes e roubos. Nas capitais, os bairros também fazem diferença. Dendendo, pode diminuir em 10% a pagar.
Perfil do motorista - Homens pagam mais que mulheres, e jovens de 18 a 25 anos pagam mais que motoristas maduros. Segurados com filhos adolescentes pagam mais caro. Tudo isso somam uma fatia de 20%.
Modelo do carro - Versões mais visadas (como os básicos e populares) e carros mais antigos, tem seguros mais caros, em média 60%.
Fonte: Revista Quatro Rodas
Quem olhar atentamente a diferença entre o seguro total e um seguro RCF (Responsabi¬lidade Civil Facultativa, o popular seguro apenas contra terceiros) vai perceber algo que parece absurdo, O RCF tem apólices mais básicas, que não cobrem o casco, não defendem o segurado contra incêndio e roubo e apenas o protegem de ter de pagar danos provocados a terceiros. Em média, o seguro RCF de um Gol 1.0 custa 447 reais. A média para um Focus 1.6 é de 444 reais. Isso mesmo, segurar um Focus que custa 49 000 reais é ligeiramente mais barato que defender um Gol que custa 33 000 reais.
Absurdo? Não, apenas uma demonstração de como os seguros funcionam, O preço de um seguro é o resultado de um cálculo estatístico. A segurado¬ra avalia alguns fatores de risco e, a partir deles, calcula qual a probabilidade de o veículo ser rouba¬do ou sofrer um acidente. A partir daí, ela estima quanto terá de pagar de indenização e define quanto vai cobrar do segurado.
No caso do Gol e do Focus, é fácil entender a diferença: o Gol é um veículo muito mais visado pelos ladrões. É um modelo mais barato, mais fácil de vender e o mercado para as autopeças obtidas irregularmente nos desmanches criminosos é muito maior.
Por isso, seu risco para a seguradora é maior e apólices contra roubo são mais caras.
O tipo do modelo é o principal fator a definir o preço do seguro, sendo responsável por 60% do prêmio cobrado. Acessórios também contam: faróis especiais, sonorização poderosa e pinturas podem elevar o preço, pois são mais caros substituir em caso de acidente.
Mas ainda há três outros fatores que definem o preço do seguro. O primeiro é o perfil do segurado: seu gênero (homem ou mulher) e sua idade. Não tem jeito: homens pagam mais que mulheres, e motoristas entre 18 e 25 anos de idade terão custo maior que o dos mais velhos. “Mulheres e motoristas mais maduros são mais cuidados ao dirigir”, diz Carlos Alberto Trindade, vice-presidente de seguros automotivos da SulAmérica. “Eles oferecem menos riscos por isso seus seguros são mais baratos.”
Como no caso do modelo do veículo, aqui não há nada que o segurado possa fazer para reduzir o preço apagar, exceto esperar o tempo passar. Gênero e ida¬de respondem, em média, por certa de 20% do prê¬mio total do seguro. Em casos extremos — comparan¬do um motorista de 18 anos com uma motorista de 50 -, a diferença para uma mesma apólice pode chegar a 40%. Se o segurado tiver filhos adolescentes, que cos¬tumam ser guiados mais pela audácia da emoção que pelo bom senso da razão, ele também terá um risco maior, assim como o preço da apólice.
O fator de risco seguinte são diversos itens englobados na maneira de conduzir o veículo. O princípil aqui é mais que óbvio: carros que estão na garagem correm menos risco de roubo e acidentes que carros que estão nas ruas. Assim, quan¬to mais tempo o carro permanece na garagem, menos ele paga de seguro. Na prática, os segurados que têm garagem em casa e no local de trabalho e que não usam o carro para trabalhar pagam menos seguro.
O endereço também conta. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as mais inseguras para os motoristas, não apenas pelo elevado número de aci¬dentes como pela dedicação dos ladrões. “Nessas duas cidades, o cálculo é que 2% a 3% dos veículos segurados serão roubados ou furtados”, diz Marcelo Goldman, diretor da seguradora Tokio Marine, vincu¬lada ao banco ABN Amro. “Em cidades do interior paulista como Ribeirão Preto, por exemplo, esse par¬centual cai para menos de 1%.” O bairro em que o segurado mora também faz diferença. Dois irmãos gêmeos com carros absolutamente iguais serão trata¬dos de maneira desigual. Se um deles morar na zona leste da capital paulista, vai pagar mais caro que o que ocupa um endereço na zona sul, O endereço respon¬de por cercaa de 10% da formação do preço final e não há muito que o segurado possa fazer, exceto ligar para um corretor de imóveis e trocar de casa.
Finalmente, o terceiro fator que influencia o preço é a instalação de equipamentos de segurança. Essa é a única maneira que o cliente tem de reduzir de fato o prêmio pago. Os melhores exemplos são os rastreado¬res, que permitem localizar o carro imediatamente em caso de furto, e as vacinas — identificação das peças do veículo, para impedir que sejam desviadas para desmanches ilegais. Esses equipamentos, algumas vezes instalados pela seguradora sem custo, podem reduzir em até 10% o valor do prêmio pago.
Equipamentos de segurança - Instalar rastreadores e vacinas (que dificultam o desvio de peças) podem reduzir em 10% o seguro a pagar.
Endereço do motorista - Segurados das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo pagam mais caro, pois estão mais sujeitos a acidentes e roubos. Nas capitais, os bairros também fazem diferença. Dendendo, pode diminuir em 10% a pagar.
Perfil do motorista - Homens pagam mais que mulheres, e jovens de 18 a 25 anos pagam mais que motoristas maduros. Segurados com filhos adolescentes pagam mais caro. Tudo isso somam uma fatia de 20%.
Modelo do carro - Versões mais visadas (como os básicos e populares) e carros mais antigos, tem seguros mais caros, em média 60%.
Fonte: Revista Quatro Rodas