2nd Julho 2008

Novo Gol

Março de 2008 foi o melhor mês da história do Gol, com 25910 unidades vendidas. Se ele sozinho fosse unia marca, estaria em quarto lugar no mercado, à frente da Ford. Para a Volkswagen, isso é uma felicidade - e motivo de tensão permanente. Se o Gol corre risco, a montadora corre também. É fácil imaginar o nível de expectativa no QG daVW,  em São Bernardo. Daqui a 30 dias, deve chegar às lojas o Gol NF. Não é uma reforma, como as sete que aconteceram em maior ou menor grau desde o lançamento, em 1980. É um car­ro tão novo quanto Iblo e Fox, que foram lançados com o objetivo de matar o Gol, fracassaram e hoje convivem com ele. O novo modelo não terá essa chance de errar, O nome dele é Gol. O sobrenome de projeto, “NF”, vem do alemão Nachfolger, que signi­fica “o sucessor”. No seu caminho, não há retomo.

A responsabilidade foi depositada sobre o carro.A equipe da VW que disfarçou o protótipo teve bom humor e sabedo­ria ao fantasiá-lo como o Peugeot 307, imitando o logotipo e os faróis (e a luz de neblina traseira, em meia-lua, homenageia o 206). A receita é parecida mesmo, em detalhes como os vincos do capô e o Sozinho na rua, o NF parece largo como um carro casamento de vidro e tampa traseira, e também no médio. É efeito visual provocado pelos faróis peque­formato da carroceria. É algo entre monovolume e nos, a grade larga e a ênfase em linhas horizontais. Na verdade, o novo Gol tem a largura e o entreeixos esportivo do outro. O desenho da frente, ele traz dos de Fox e Polo. Ele usa a plataforma PQ24, comum novos carros europeus daVolkswagen, sobretudo do aos dois. Deixa de ter motor na longitudinal, que rouba espaço dos passageiros e não favorece a segu­rança em colisões - um anacronismo mesmo na época em que o carro foi lançado, 1980. Mantém o nome Gol para herdar a popularidade do líder de mercado dos últimos 20 anos. Se algo sobrou do modelo antigo, foi quase por coincidência. -
Esqueça o volante torto para o lado esquerdo. A cabine do Gol NF cuida melhorda ergonomia e tem espaço generoso, como o de um Ford Fiesta. Diferentemente do Fox, o novo carro não tem soluções radicais como o painel sem porta-luvas, ou especialmente criativas, como o cartucho por­ta-CDs para encaixar no console. Ele é novo, ele é moderno, mas ele é sério. As inovações são discre­tas e ajudam a baixar o custo. É o caso do pára-bri­sa com desembaçador: microfilamentos impressos no filme plástico do vidro custam pouco e dimi­nuem a necessidade do ar-condicionado para garantir a visibilidade. Esse sim custa caro.
Quem conhece o Gol Geração 4 vai se sentir em casa dentro do NF.  O painel segue o mesmo estilo, com saídas de ventilação redondas e saltadas. O nível geral de acabamento é que melhorou, sem tampinhas ou parafusos aparentes. Outra distin­ção: como no Geração 3, o Gol volta a oferecer airbag duplo como opcional. O quadro de instru­mentos continua emprestado dos outros - mas ele mudou de doador, do Fox para o Golf. Tem quatro relógios vistosos mas, é claro, isso tem um custo. Os modelos mais simples perdem conta-giros e ter­mômetro de motor. No lugar, entram grafismos.As tais versões mais simples virão com o tempo.

O Gol NF estreará com carroceria quatro-por­tas e motores LO e 1.6 Total Flex (da família EA­111 VHT, emprestados do Fox). Antes do Salão do Automóvel (que ocorre em outubro), teremos a versão sedã -  corrigindo o erro que foi matar o Voyage. Em 2009 chega o hatch de duas portas, que irá reduzir ainda mais o papel do Gol Geração 4, até ele sumir. Pode levar três anos, pode nem acontecer. A Fiat anunciou a seus fornecedores o fim do Mille pelo menos duas vezes, e até hoje ele continua. A própria Volkswagen já tentou substi­tuir o pelo Polo e pelo Fox, e não conseguiu.

O lançamento do Gol NF libera o Geração 4 para simplificar-se ainda mais, a fim de brigar com o Fiat Mille, chineses e o que mais vier. Parte do rearranjo na grade de modelos da Volkswagen foi feita no mês passado, mas o processo não acabou.
Pacotes de Gol e Fox, recém-lançados como linha 2009, já terão deixado o catálogo quando 2009 realmente chegar. Será algo gradual.

Gol NF, NF sedã, Fox e Polo são parentes próxi­mos, e isso dá à Volkswagen agilidade para mudar a produção de uma fábrica para outra ou variar as quantidades conforme a demanda. Por enquanto, o Gol NF está sendo produzido nas fábricas de Taubaté e São Bernardo do Campo, e parte da pro­dução do Fox está migrando para aArgentina. Para garantir o impacto no lançamento do novo modelo - e evitar o esperado esvaziamento nas vendas do Geração 4 —, aVolks tem conseguido esconder os Gol NF que já estão prontos. Como é preciso for­mar um estoque inicial da ordem de milhares de unidades, nos próximos dias vai faltar lona e gal­pão para cobrir tanto carro.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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6th Junho 2008

VW Jetta 2.5

Robert Lutz é vice-presidente mundial da General Motors, mas seu cartão de visitas não diz. Traz as palavras “Bob Lutz -  Fighter Pilot”e uma foto dele junto a um avião de combate. Gente como ele compra o Jetta.

Em geral, o público que se dispõe a pagar mais caro busca conforto, deixar que o carro faça sozinho. Mas, em vez de sensores de chuva e luminosidade e espe­lho antiofuscamento, a Volks aplicou o dinehiro em mais maneiras de o dono exercer seu poder de deci­são. É possível ajustar a iluminação dos pés, o tipo de pneu de inverno (que nem temos) ou optar pelo modo
cincronizado de ajuste dos retrovisores externos (você acerta o esquerdo e o direito sai do lugar). São mais de 100 botões, que parecem mais futuristas com a luz roxa e vermelha.

O acabamento segue o refinado padrão alemão, mas itens que o Fusion tem de série, como o banco de couro com ajuste elétrico, sensor de estacionamento e rodas aro 17, são vendidos em pacotes. Com eles, o Jetta vai a 95135 reais. Mais teto solar e faróis de xenônio, alcança 104070 reais.
O Jetta apela aos instintos. A estrela é o câmbio Tiptronic de seis marchas (contra as cinco dos rivais) e mesmo seu modo normal é calibrado com más intenções. O carro canta pneu em segunda marcha, antes de a luz do controle de tração piscar. A potência de 170 cv é só suficiente, mas esporti­vidade não se mede apenas por números de desem­penho. O motor de cinco cilindros envolve a cabi­ne com timbre quase italiano, e a suspensão justa transmite ondulações que você nem enxerga. Não há dúvida: o dono vai se sentar no banco da frente, do lado esquerdo. Fará isso principalmente por gosto, mas também por necessidade.

Olhando na garagem você nem repara, mas a distância entre os eixos é menor que a do Logan. O problema é que, no banco de trás, você vê isso. O Jetta é um carro justo. No bom e no mau sentido.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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3rd Junho 2008

VW Fox Extreme

Tunar um carro no padrão da montadora é um esforço extremo 

A Volkswagen anuncia que o Fox Extreme é o primeiro carro tunado de fábrica do Brasil. Tunado de fábrica? É uma declara¬ção um tanto extremada… Você terá um modelo tão exclusivo e personalizado quanto pelo menos 4999 outros. Eles esperam fazer 5000.

Mas dá para entender a empolgação. A idéia que a Batistinha Garage executa na hora, na montadora leva meses e toma caminhos tortuosos. Um exemplo é a faixa que parte dos faróis: a idéia era cruzar a late¬ral, de ponta a ponta, só que aí seria preciso fazer uma faixa paira o duas-portas e outra para o quatro-portas. Para não estourar a verba nem complicar a logística, surgiu um adesivo mais curto, que lembra uma haste de óculos. Ou a maquiagem da AmyWinehouse.
Mas a alegria do departamento de desing quando uma experiência dessas emplaca e chega ao grande público. Espero que aconteça ao teto escurecido. O Fox é naturalmente espaçoso.
Reforçar isso usando tons claros, painéis retos e pequeno faz o motorista sentir-se sozinho naquela imensidão. O Extreme ficou mais aconchegante que o modelo comum.

Não é apenas ilusão de óptica. Por 38 940 o modelo tem retrovisor interno antiofuscamento e espelho externo que aponta para o chão ao engatarmos a marcha-à-ré — gentilezas que faltam ao Jeta. Temos volante de couro, bancos com a raposa bordada e rádio capaz de ler música e gravar mensagens em cartão SD (usado em câmeras  fotográficas). Sobre as rodas de liga leve, faróis e lanternas escurecidos e a grade de cara pret estilo Golf GTI). Adesivo de troca de óleo no pára-brisa é o máximo de personalização a que ele se permite.
O Fox Extreme também inaugura a afinação no motor 1.6, estendida às linhas Fox, Polo, Golf e, em breve, Gol NF. Mudaram dutos de admissão e escape, bielas, comando de válvulas, taxa de compressão e relação de marchas — uma coisa menos Chip Foose e mais Carroll Shelby. O Fox de motor tunado tem mais força sem fazer esforço. Ficou ótimo.

Fonte: Revista Quatro Rodas

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5th Maio 2008

POLO x FOX

Falar de carro pequeno e médio, entre Fox e Polo, é licença poética. Os dois têm a mesma distância entre os eixos, os mesmos números de consumo (segundo a Volkswagen) e, no teste do Cesvi, conseguiram o mesmo índice, um ótimo 10. Não é acaso. O Fox nasceu como a versão tupiniquim do Polo (daí o nome do projeto, Tupi). A diferença é o acabamento.
As trancas do porta-malas são exclusivas, nenhum carro nacional tem essas ferragens tão expostas quianto o Fox e nenhum é tão discreto quanto o Polo. O painel de porta do Polo é forrado com tecido e tem puxadores diferentes: o do carona é diagonal, mais fácil de pegar, para facilitar o abre-e-fecha, e o do motorista é horiontal, para deixar os comandos de vidro elétricos no lugar ideal. O painel de porta do Fox é uma placa de plástico reto e o comando do vidro elétrico fica onde está para cobrir o buraco da manivela. (O trio elétrico é opcional nos dois e custa quase o mesmo.) O Polo custa 4 000 reais a mais, mas traz de série o ar-condicionado que, no Fox sai por… 4 400 reais. O pacote de peças do Polo é 3% mais caro e o seguro está 4% mais barato.

Na propaganda, o Fox se orgulha do espaço interno. Atrás, pode ser; mas na frente… Condideradas essas duas versões, a vantagem é do Polo. O Fox é 5 centímetros mais alto e tem ajuste de altura no banco, mas o motorista não pode usá-lo plenamente. O cinto de segurança é fixo e, se você subir muito, ele deixa de correr por cima do ombro. O teto do Polo é alto o bastante para gente com mais de 1,90 metro e todos os ajustes (altura de cinto, altura e distância de banco, altura e distância de volante) vêm de série.
A posição de dirigir define as personalidades diferentes dos dois irmãos: no Fox o motorista senta mais como numa cadeira de casa, com visão panorâmica, bom para o trânsito da cidade. O Polo é mais baixo e faz a pessoa sentir-se parte do carro - ótimo para quem gosta de dirigir esportivamente.

POLO 1.6

Dinheiro
Preço da tabela - 39 845 reais
Preço real - 39 600 reais
Pacote de peças* - 1 517 reais
Índice de reparabilidade - 10
Seguro - 1 744 reais

Desempenho
Consumo cidade (km/l)(A/G) - 8/11,9
Consumo estrada (km/L)(A/G) - 11,3/17,4
0 a 100 km/h (s) (A/G) - 11,2/11,4

Equipamentos
Ar-condicionado/direção hidráulica
Rodas de liga leve (1 450 reais¹)
Computador de bordo (1 450 reais¹)/CD player (1 995 reais)
Vidros/travas/espelhos (3 375¹ reais)
Airbag (2 085 reais)/ABS (2 920 reais)

FOX 1.6 PLUS

Dinheiro
Preço da tabela - 36 195 reais
Preço real - 35 800 reais
Pacote de peças* - 1 461 reais
Índice de reparabilidade - 10
Seguro - 1 814 reais

Desempenho
Consumo cidade (km/l)(A/G) - 8/11,9
Consumo estrada (km/l)(A/G) - 11,3/17,4
0 a 100 km/h (s)(A/G) - 10,5/10,8

Equipamentos
Ar-condicionado (4 400 reais¹)/direção hidráulica
Rodas de liga leve (1 120 reais)
CD player (1 985 reais)
Vidros e travas (2 285 reais)/espelhos (825 reais)
Airbag (2 150 reais)/ABS (2 940 reais)

*Pacote de Peças: farol dianteiro direito, pára-lama dianteiro direito, pára-choque dianteiro, par de pastilhas de freio dianteiras, par de amortecedores.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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3rd Abril 2008

Um Preço e duas Medidas

Eles têm muito em comum, mais apresentam diferenças que vão bem além dos cromados e do tamanho

 Ford Fusion e Volkswagen Jetta são sedãs bem equipados, chegam ao Brasil importados do México e estão na mesma faixa de preço. O Fusion custa 82 790 reais e o Jetta, 83 160 reais, ambos oferecidos em únicas versões. Por essas coincidências, são cobiçados pelo mesmo tipo de público, formado em geral por homens com mais de 35 anos bem postos na carreira. Eles disputam o topo do segmento dos sedãs médios, ligeiramente acima de Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra. Mas, apesar dos pontos em comum, Fusion e Jetta são carros ebm diferentes.
O Fusion se impões logo de cara. Sua frente longa e traseira curta, a linha da cintura alta com a grade cromada e os grandes faróis, chamam a atenção e avisam que, apesar de ser um sedã - que pode servir como carro de representação ao levar o dono ao teatro, à noite -, ele conta com uma lado esportivo desenvolvido. O Jetta é bem mais discreto, como reza o tradicional manual alemão de como fazer carros. Mas nem por isso ele é um carro acanhado. Pelo contrário, ele surpreende quem baseia seu julgamento apenas nas aparências.
Postos lado a lado, a maior diferença entre eles está nas dimensões. O Fusion é maior, e por isso talvez consiga atrair mais olhares que o Jetta. Um bom benefício mais palpável ligado ás dimensões é o espaço interno, mais generoso no Fusion. Ainda que ambos acomodem cinco pessoas, o Ford oferece mais espaço para ombros, quadris e pernas para o povo. No porta-malas, eles se equivalem. Eles se equivalem. O Ford tem capacidade para 530 litros, enquanto no Volks cabem 527 litros, de acordo com as medições das fábricas. O Fusion foi desenvolvido com a participação das engenharias do Brasil e do México, segundo a Ford, mais não perdeu o que mais os americanos apreciam em um veículo, que é o conforto. Além do espaço interno, ele é silencioso e roda com suavidade. Sua suspenção absorve as irregularidades das ruas e a direção não exige esforço do motorista nas manobras. Ele é o oposto do Jetta, que segue os conceitos europeus. OVW sacrifica o conforto em favor da digiribilidade. Ele não chega a ser uma carro duro - podemos dizer até que os engenheiros alemães foram condescendentes na hora de atender a esse requisito -, mais suas suspenção é mais fechada e transmite seu diálogo com o piso. O carro passa sobre uma emenda no asfalto e você sente a batida nos pneus, enquanto o Fusion poupa o motorista desses detalhes. A direção do VW está sempre pronta a conversar com o motorista, repassando os estímulos que chegam da pista. Mas, nesse aspecto, não se pode afirmar que um é melhor que o outro. São personalidades diferentes, cada qual coerente com seu projeto. Quem gosta de vida boa e água fresca vai adorar o Fusion. Quem é chegado a pegar uma estrada para estimular os reflexos não vai querem largar o volante do Jetta.

Jogo virado até aqui, o Fusion só batel no rival e justificou sua superioridade nas lojas. Lançado em junho de 2006, terminou o ano como líder no segmento, ultrapassando o Accord. Ao todo, a Ford vendeu 7041 unidades do Fusion, em 2006, com uma média de 100 unidades/mês. O Jetta estreou em setembro, e fechou o ano em quinto lugar no segmento, com 748 unidades - 187 carros/mês, em média. Em janeiro de 2007 foram vendidos 1015 Fusion e 257 Jetta.
No entanto, basta chegar à pista para o Jetta dar o troco. Seu motor 2.5 FSI é um pouco menos potente, mais entrega mais torque. Como se não bastasse, o motor tem na caixa de seis marchas um aliado poderoso: a opção de trocas seqüenciais. è pisar no acelerador, para sentir o impacto do motor empurrando o carro. O câmbio automático do Fusion, é de cinco marchas, com a opção da função Low, uma redução que ajuda na sultrapassagens ou quendo se precisa de freio-motor. Segundo a Ford, o sistema proucura a redução mais apropriada para a rotação do motor. Na pista, o Jetta viu o Fusion pelo retrovisor. Foi mais rápido em aceleração e retomadas e ainda gastou menos combustível. Isso mesmo sendo mais pesado, que o Fusion. São 1469 quilos contra 1432 do Ford.
Os dois tem ar-condicionado, seis airbags, CD player com disqueteira e MP3, volante multifuncional e freios ABS, traz controle eletrônico, de tração e de estabilidade. Sua direção têm assistência elétrica, enquanto a do Fusion é hidráulica. Além de mais precisa, porque só é acionada na medida da necessidade, a eléetrica economiza combustível, poi não rouba potência do motor.
No acabamento, apesar de ter bancos de couro de série (opcionais no Jetta), o Fusion perde pontos nos outros materiais de revestimento, de qualidade inferior ao rival. O painel é alcochoado, mais é visualmente mais pobre que a do Jetta. No VW essa peça é mais macia e agradável, ao toque e ao olhar. O Jetta tem apliques de alumínio, no painel e no console. O Fusion usa placas de plástico, embora a peça que imita a laca das teclas pretas do piano seja de bom gosto. Nas portas, mais uma vez VW faz melhor figura. A Ford foi econômica no relevo da parte que reveste a porta, enquanto a Volks caprichou  na mistura de materiais, com a inclusão de um friso de alumínio. Pela expectatica que cria com seu visual externo, o Fusion merecia um acabamento interno mais sofisticado.
A escolha do Fusion traz algumas vantagens econômicas ao proprietário. A Ford oferece três anos de garantia, sem limite de quilometragem, enquanto a Volks fecha em dois anos ou 50 000 quilômetros. E, no que diz respeito ao seguro, segundo a corretora, Nova Feabri, o seguro do Fusion custa em média 3 800 reais, enquanto o Jetta fica em 5 500 reais.
Mas, apesar dessa economia, do porte atlético e das boas vendas, O Fusion não consegue superar o Jetta. Apesar de seu visual mais discreto, o Jetta tem mais ingredientes para agradar o comprador de seu segmento. O acabamento superior, a sofisticação técnica do câmbio seqüencial e da direção elétrica e os equipamentos de segurança fazem a diferença. Sem falar no desempenho e na economia na pista - que podem não ser apropriadas para o candidato a um deles, mas são sempre bem vindas.

                                                           

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

 

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