Fiat Palio Adventure Locker
. Mais aventura no seu Weekend - a perua ganhou agressividade no visual e no desempenho em terra
A Fiat tem um Dobló Turbodiesel 4×4 no interior da fábrica, em Betim. Mas, antes de achar que essa informação deveria estar na seção Segredo (ela já esteve), saiba que o experimento já completou quatro aninhos. E era um estudo para uma possível versão com tração integral, dentro da linha Adventure. Não demorou muito para essa idéia atolar. Custo e tempo - e as baixas vendas do Ford EcoSport 4×4 - provaram que o que o povo quer mesmo é um carro mais alto para se dirigir com um visual descolado. E foi exatamente isso que a Fiat fez agora, mirando no EcoSport.
O projeto da nova Adventure começou a ser traçado há dois anos e meio. Enquanto o departamento do design batalhava para combinar a frente do Siena com uma traseira tão atraente quanto, a engenharia só pensava em… pneu. A idéia era deixar o carro mais alto, utilizando o pneu 205/70 R15, que já equipava Idea e Dobló Adventure. E aí surgiu a primeira dificuldade: um pneu tão largo não caberia na caixa de rodas da família Palio. Segundo a Fiat, além de modificar as três carrocerias (quatro, quando a Strada chegar), ela teve de alargar as caixas de roda.
Ainda mais alta Só com a substituição do antigo pneu 175/70 pelo 205/70 RiS, a Adventure ganhou 12 milímetros de altura. Mas isso ainda não era suficiente para as pretensões da Fiat. O carro foi levantado em mais 8 milímetros, deixando a perna com 19 centímetros de altura em relação ao solo - a anterior tinha 17. A partir daí, o desafio foi sintonizar a suspensão para levar a estabilidade à altura do novo projeto.
Como ponto de partida, as bitolas dianteira e traseira cresceram respectivamente 49 e 48 milímetros. Para isso, a marca desenvolveu novos braços de suspensão, maiores e mais resistentes que os anteriores. Feito isso, o próximo passo seria acertar o conjunto com molas e amortecedores recalibrados. Mas, com a altura do carro bem elevada em relação ao chão, a tarefa demandou algum esforço. Um amortecedor mole trazia conforto ao rodar, mas permitia que a carroceria oscilasse demais no fora-de-estrada. Um amortecedor duro fazia o contrário. Enquanto o carro ficava firme na terra, faltava conforto no asfalto. A solução veio da Magneti Marelli, fornecedora da marca, com o Powershock. É um amortecedor que, por ter unia mola de atuação interna, consegue responder com diferente intensidade em diferentes freqüências. Para completar as alterações mecânicas, o diâmetro dos discos de freio foi aumentado, agora para 284 milímetros — os antigos tinham 240, medida que permanece nas versões “de asfalto”.
Uma vez resolvida a parte mecânica, era hora de acertar em definitivo o visual da perua - um de seus maiores argumentos de venda. A equipe de Peter Fassbender foi procurar inspiração no conceito FCC, apresentado no Salão de São Paulo, em 2006. Dele vieram a grade dianteira cromada, os retrovisores com pisca embutido e o formato da vigia traseira. Com o aumento das bitolas, os designers puderam caprichar nos alargadores de pára-lamas - não esqueça que a versão “normal” mantém a bitola antiga. Com a dianteira já escolhida (divide componentes como Siena), restava acertar a traseira. A solução adotada foi a mesma do sedâ, com lanternas afiladas e dispostas horizontalmente. Segundo Fassbender, a idéia é a mesma: fazer com que o carro aparente ser mais largo.
BÚLSSOLA No interior, as mudanças foram mais sutis. O painel da linha é o mesmo presente no Siena. Na Adventure, os mostradores são amarelos com grafia exclusiva, os mesmos do Idea Adventure. Tudo em nome da produção em grande escala e do corte de custos. Para fechar o interior, a perna ganhou os três instrumentos típicos dos veículos fora-de-estrada: bússola e inclinômetros longitudinal e transversal. Com a manutenção do entreeixos, o espaço interno e a capacidade de 460 litros do porta-malas não mudaram.
A Adventure traz outra novidade nessa nova versão. Tão importante que foi até para o nome do carro. O Locker vem de lock, que significa trancar, travar. Dentro do carro, quem responde pelo nome é o diferencial blocante. Muito comum no mundo do fora-de-estrada, o equipamento, que tem acionamento eletrônico, direciona a força (leia-se torque) àroda que tem tração, para tirar o carro de situações adversas, como o temido “X” (momento em que o carro fica com uma roda suspensa no ar). NaAdventure, o equipamento só pode ser acionado com o carro parado, por meio de um botão (com a inscrição ELD) que fica ao lado dos comandos do My Car. Depois que o carro sai da situação adversa e atinge 20 km/h, o sistema automaticamente se desliga.
Agressiva No test-drive organizado pela Fiat, 90% do percurso se dava em estradas de terra. Nessas condições, aAdventure fez jus a seu visual e se mostrou valente. A boa altura em relação ao solo impressionou quando deparei com uma pedra “daquelas”. Depois de virar a cara e esperar a pancada no cárter, não senti nada. Em outras palavras, passei limpo pelo obstáculo.
Ela endureceu, aias também perdeu a ternura. Até nas partes mais regulares do trajeto a Adventure tremia e balançava demais. Mesmo com os novos amortecedores, falta conforto na terra. Ainda nesse tipo de piso, a perua esboçava a tendência de escorregar de traseira, fato proveniente da baixa aderência e da ausência de peso na parte de trás do cano.
À altura do visual agressivo da Adventure está a estratégia de lançamento. Segundo a Fiat, as alterações (reestilização, diferencial blocante, amortecedores variáveis, suspensão nova e equipamentos) custariam 3500 reais. Mas a marca vai manter o preço de 53850 reais. A versão de entrada ELX também teve seu preço inalterado e continua custando 39920 reais.A gente só não sabe até quando.
Fonte: Revista Quatro Rodas
. Mais aventura no seu Weekend - a perua ganhou agressividade no visual e no desempenho em terra
A Fiat tem um Dobló Turbodiesel 4×4 no interior da fábrica, em Betim. Mas, antes de achar que essa informação deveria estar na seção Segredo (ela já esteve), saiba que o experimento já completou quatro aninhos. E era um estudo para uma possível versão com tração integral, dentro da linha Adventure. Não demorou muito para essa idéia atolar. Custo e tempo - e as baixas vendas do Ford EcoSport 4×4 - provaram que o que o povo quer mesmo é um carro mais alto para se dirigir com um visual descolado. E foi exatamente isso que a Fiat fez agora, mirando no EcoSport.
O projeto da nova Adventure começou a ser traçado há dois anos e meio. Enquanto o departamento do design batalhava para combinar a frente do Siena com uma traseira tão atraente quanto, a engenharia só pensava em… pneu. A idéia era deixar o carro mais alto, utilizando o pneu 205/70 R15, que já equipava Idea e Dobló Adventure. E aí surgiu a primeira dificuldade: um pneu tão largo não caberia na caixa de rodas da família Palio. Segundo a Fiat, além de modificar as três carrocerias (quatro, quando a Strada chegar), ela teve de alargar as caixas de roda.
Ainda mais alta Só com a substituição do antigo pneu 175/70 pelo 205/70 RiS, a Adventure ganhou 12 milímetros de altura. Mas isso ainda não era suficiente para as pretensões da Fiat. O carro foi levantado em mais 8 milímetros, deixando a perna com 19 centímetros de altura em relação ao solo - a anterior tinha 17. A partir daí, o desafio foi sintonizar a suspensão para levar a estabilidade à altura do novo projeto.
Como ponto de partida, as bitolas dianteira e traseira cresceram respectivamente 49 e 48 milímetros. Para isso, a marca desenvolveu novos braços de suspensão, maiores e mais resistentes que os anteriores. Feito isso, o próximo passo seria acertar o conjunto com molas e amortecedores recalibrados. Mas, com a altura do carro bem elevada em relação ao chão, a tarefa demandou algum esforço. Um amortecedor mole trazia conforto ao rodar, mas permitia que a carroceria oscilasse demais no fora-de-estrada. Um amortecedor duro fazia o contrário. Enquanto o carro ficava firme na terra, faltava conforto no asfalto. A solução veio da Magneti Marelli, fornecedora da marca, com o Powershock. É um amortecedor que, por ter unia mola de atuação interna, consegue responder com diferente intensidade em diferentes freqüências. Para completar as alterações mecânicas, o diâmetro dos discos de freio foi aumentado, agora para 284 milímetros — os antigos tinham 240, medida que permanece nas versões “de asfalto”.
Uma vez resolvida a parte mecânica, era hora de acertar em definitivo o visual da perua - um de seus maiores argumentos de venda. A equipe de Peter Fassbender foi procurar inspiração no conceito FCC, apresentado no Salão de São Paulo, em 2006. Dele vieram a grade dianteira cromada, os retrovisores com pisca embutido e o formato da vigia traseira. Com o aumento das bitolas, os designers puderam caprichar nos alargadores de pára-lamas - não esqueça que a versão “normal” mantém a bitola antiga. Com a dianteira já escolhida (divide componentes como Siena), restava acertar a traseira. A solução adotada foi a mesma do sedâ, com lanternas afiladas e dispostas horizontalmente. Segundo Fassbender, a idéia é a mesma: fazer com que o carro aparente ser mais largo.
BÚLSSOLA No interior, as mudanças foram mais sutis. O painel da linha é o mesmo presente no Siena. Na Adventure, os mostradores são amarelos com grafia exclusiva, os mesmos do Idea Adventure. Tudo em nome da produção em grande escala e do corte de custos. Para fechar o interior, a perna ganhou os três instrumentos típicos dos veículos fora-de-estrada: bússola e inclinômetros longitudinal e transversal. Com a manutenção do entreeixos, o espaço interno e a capacidade de 460 litros do porta-malas não mudaram.
A Adventure traz outra novidade nessa nova versão. Tão importante que foi até para o nome do carro. O Locker vem de lock, que significa trancar, travar. Dentro do carro, quem responde pelo nome é o diferencial blocante. Muito comum no mundo do fora-de-estrada, o equipamento, que tem acionamento eletrônico, direciona a força (leia-se torque) àroda que tem tração, para tirar o carro de situações adversas, como o temido “X” (momento em que o carro fica com uma roda suspensa no ar). NaAdventure, o equipamento só pode ser acionado com o carro parado, por meio de um botão (com a inscrição ELD) que fica ao lado dos comandos do My Car. Depois que o carro sai da situação adversa e atinge 20 km/h, o sistema automaticamente se desliga.
Agressiva No test-drive organizado pela Fiat, 90% do percurso se dava em estradas de terra. Nessas condições, aAdventure fez jus a seu visual e se mostrou valente. A boa altura em relação ao solo impressionou quando deparei com uma pedra “daquelas”. Depois de virar a cara e esperar a pancada no cárter, não senti nada. Em outras palavras, passei limpo pelo obstáculo.
Ela endureceu, aias também perdeu a ternura. Até nas partes mais regulares do trajeto a Adventure tremia e balançava demais. Mesmo com os novos amortecedores, falta conforto na terra. Ainda nesse tipo de piso, a perua esboçava a tendência de escorregar de traseira, fato proveniente da baixa aderência e da ausência de peso na parte de trás do cano.
À altura do visual agressivo da Adventure está a estratégia de lançamento. Segundo a Fiat, as alterações (reestilização, diferencial blocante, amortecedores variáveis, suspensão nova e equipamentos) custariam 3500 reais. Mas a marca vai manter o preço de 53850 reais. A versão de entrada ELX também teve seu preço inalterado e continua custando 39920 reais.A gente só não sabe até quando.
Fonte: Revista Quatro Rodas
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No segundo semestre de 2008,Fiat entra no mercado de picapes médias. O novo modelo, para brigar com o Chevrolet S10, Ford Ranger, Toyota Hilux e Nissan Frontier, é um resultado de um acordo entre a fábrica italiana e a Tata, de origem indiana. Sua base mecânica será a TL Sprint apresentada no salão de Bolonbha no fim do ano passado, e que estará este mês no salão de Genebra. O visual e o acabamento no entanto, passarão por uma renovação. O complexo industrial de Córdoba (Argentina), que no momento só fabrica motores e caixas de câmbio, será a maternidade da picape. O investimento é de 80 milhões de dólares e 20 000 unidades serão feitas por ano. De acordo com fontes ligadas à emprensa, a operação deve abrir caminho para que voltem a ser produzidos automóveis, sobretudo os da família Palio, na Argentina. Essa especulação ganhou força nos últimos meses, quando a Fiat abriu o terceiro turno na fábrica de Betim (MG). O que se sabe, por enquanto, é que a nova picape será comercializada na América Latina e na Europa, sob a marca Fiat. Com cabines simples e dupla e opções de tração 4×2 e 4×4, contará com motor 2.3 diesel de 134 cv da Fiat Powertrain Technologies, produzido em Sete Lagoas (MG).
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