27th Maio 2008

Chevrolet Opala Diplomata

Ponto alto da linha, o Diplomata foi exemplo de longevidade em grande estilo.

A linha Opala acaba de receber a mais radical reestilização de sua história, mas a cara nova não era suficiente na estratégia da Chevrolet para seu mais antigo carro de passeio. Aos faróis e lanternas retangulares se somou uma nova versão topo-de-linha. Havia de se reforçar o Status do Opala, depois de 11 anos. Era o diplomata, que suplantava o Comodoro na hierarquia do luxo da linha. Ai longo da década de 80, seu nome seria até mais forte que o do Opala, ícones dos anos 70. Sem a concorrência dos Dodge V8, que saíram de linha em 1981, nem do Galaxie e derivados a partir de 1983, ele se tornaria o único nacional de luxo a oferecer na época um motor que não fosse de quatro cilindros. Com o fim da versão esportiva SS em 1980, o Opala passou a ser regido pela sofisticação do Diplomata.

De série, trazia o ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com toca-fitas, retrovisor do lado do passageiro, frisos de borrachas na laterais e pára-choques. Vinha nas versões cupê e sedã, 151-S de quatro cilindros, 2,4 litros e 98 cv (na nova versão a álcool; o gasolina tinha 90 cv), ou seis-cilindros, 4,1 litros e 148 cv, ou 250-S de 171 cv. O dono ainda podia pedir teto de vivil, pneus radiais, cãmbio automático (no lugar do manual de quatro marchas).
Foi um exemplar como esse que a revista QUATRO RODAS testou em maiso de 1980. Com motor 250-S, o sedã foi de 0 a 100 km/h em 13,02 segundos, mas a velocidade máxima foi de 161 km/h. Os elogios foram para a posição ao volante, a estabilidade e a maciez da suspenção, o isolamento acústico, acabamento e equipamentos como o ar-condicionado, lavador elétrico do pára-brisa e desembaçador traseiro. Mas o calor do escape, as frenagens de emergência acima de 100 km/h e os engates meio bruscos incomodaram.

Também é de 1980 o exemplar do administrador de empresas Sandro Moisés Maróstica, de Campinas (SP). Trata-se de um sedã com o motor 250-S. Maróstica é apaixonado por aquele ano-modelo do Opala, tanto que já teve outros Diplomata e um SS. “O Diplomata 1980 é um carro muito raro por ter o novo desenho quadrado e o painel antigo, o que só durou aquele ano, assim como o console com o mesmo revestimento de curvim dos bancos” diz.
A remodelação de 1985 deu ao Diplomata faróis de longo alcance junto aos já existentes, reduzindo o tamanho da grade, faixas laterais que davam prosseguimento aos pára-choques, maçanetas retangulares, e falsas saídas de ar nas colunas traseiras. Com o novo motor de seis cilindros a álcool, rendia 134 cv. No fim do ano chegava a Caravan Diplomata.
Para 1988, a grade trapezioidal diminuiu a área dos faróis de longo alcance e as lanternas eram unidas em uma única peça vermelha que camuflava o bocal do combustível. Como opcionais, havia volante com regulagem de sete posições, temporizador dos vidros elétricos, luz interna direcional, saída de ar-condicionado para o banco traseiro, alarme antifurto e aviso sonoro de faróis ligados e porta aberta em movimento. Aos 174 km/h, o sedã de seis cilindros ainda era o nacional mais veloz no teste de novembro de 1987. Logo ele disporia de uma câmbio automático ZF alemão de quatro velocidades, usado também por BMW e Jaguar.
Em 1990 o quatro-cilindros deixava de ser oferecida e o seis, então com 121 cv, ficava mais econômico, graças em parte ao segundo estágio a vácuo do carburador de corpo duplo. Para 1991, os pára-choques ficavam envolventes, o quebra-vento era eliminado e os retrovisores, embutidos. Os freios eram a disco nas quatro rodas, e a direção hidráulica, progressiva. No ano seguinte, a série especial Collectors prenunciava o tão adiado fim do Opala e derivados. Com o seu requinte e status, o Diplomata tornou possível que um dos carros nacionais mais típicos dos anos 60 e 70 resistisse até 1992, para só então abrir caminho para o Omega. Sua sobrevivência - em grande estilo - é caso a ser estudado em escolas de marketing.

Ficha técnica:
• MOTOR - dianteiro, longitudinal, 4 093 cm³, carburador de corpo duplo, gasolina
• DIÂMETRO E CURSO - 98,4 x 89,7 mm
• TAXA DE COMPRESSÃO - 7,5:1
• POTÊNCIA - 148 cv a 4 000 rpm
• TORQUE - 30,8 mkgf a 2 400 rpm
• CÂMBIO - automático de 3 marchas
• CARROCERIA - sedã, 4 portas
• DIMENSÕES - comprimento, 474 cm; largura, 177 cm; altura, 139 cm; entreeixos, 267 cm; peso, 1 308 kg
• RODAS E PNEUS - alumínio, aro de 14 x 6 polegadas; pneus radiais 175 SR 14

Fonte: Revista Quatro Rodas

postado em CARRO CHEVROLET | 0 Comments

7th Maio 2008

ASTRA X CORSA

“Boa tarde, a gente queria fotografar o Astra Advantage no pacote básico…” “Desculpa, mas não existe Advantage básico”, respondeu, irônica e orgulhosa, a vendedora da concessionária. É verdade: ar-condicionado, rodas de liga leve, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos… Vem tudo no tal pacote básico, que acaba equivalendo ao do Corsa na versão mais cara. E o Astra tem requintes da época em que a Chevrolet quis torná-lo sucessor do Vectra: faróis de bloco elíptico (melhores que o de superfície complexa do Corsa) e retrovisores com lente azulada, capricho digno de BMW.

O Astra tem ajustes de altura e distancia no volante, e o banco tem regulagem de altura como deve ser, com alavanca e catraca. O volante do Corsa Premium, é fixo e ajuste de altura do assento é como o do 206 SW: levante o corpo, destrave o banco, escolha a altura, trave o banco, relaxe o corpo. Mas a cabine do Corsa traz cisnto de três pontos par oas cinco passageiros e desenho mais moderno - embora falte o painel acolchoado do irmão maior. O Astra t~em econômetro, luz que indica a hora de trocar a marcha. Item bem-vindo num carro que, segundo a Chevrolet, anda 1 quilômetro a menos que o Corsa a cada litro de combustível.

Das duplas reunidas, esta é a ínica a ter motores diferentes: 2.0 Família II no Astra, 1.8 Família I no Corsa. O irmão maior é mais rápido e suave, o problema é seu “custo de vida”: o pacote de peças é 41% mais caro e o índice de reparabilidade, muito maior. Não é de se estranhar que o seguro custe mais que o dobro. O índice de reparabilidade mostra que o Astra é defasado. O novo não deve matar a versão Advantage, mas é um golpe em sua imagem.
O Corsa é um pequeno espaçoso e, se a idéia for quatro adultos de vez em quando, não haverá problema. Para famílias, o Astra é a pedida. Seu porta-mals é 42% mais generoso, e isso é decisivo para quem precisa levar bagagem ou carrinho de bebê.

 

ASTRA 2.0 ADVANTAGE 4P

Dinheiro
Preço da tabela - 46 811 reais
Preço real - 44 000 reais
Pacote de peças* - 2 394 reais
Índice de reparabilidade - 31
Seguro - 3 448 reais

Desempenho
Consumo cidade (km/l)(A/G) - 7,2/10,0
Consumo estrada (km/L)(A/G) - 10,8/15,7
0 a 100 km/h (s) (A/G) - 9,1/9,8

Equipamentos
Ar-condicionado/direção hidráulica
Rodas de liga leve
CD player (490 reais)
Vidros/travas/espelhos
Airbag (1 800 reais)

 

CORSA 1.8 PREMIUM  

Dinheiro
Preço da tabela - 46 180 reais
Preço real - 41 000 reais
Pacote de peças* - 1 692 reais
Índice de reparabilidade - 17
Seguro - 1 598 reais

Desempenho
Consumo cidade (km/l)(A/G) - 8,1/11,6
Consumo estrada (km/L)(A/G) - 12,0/17,4
0 a 100 km/h (s) (A/G) - 10,4/10,1

Equipamentos
Ar-condicionado/direção hidráulica
Rodas de liga leve (1 692 reais)
CD player (490 reais¹)
Vidros/travas/espelhos
Airbag/ABS - 6 233 reais¹

 

*pacote de peças - farol dianteiro direito, pára-lama dianteiro direito, pára-choque dianteiro, par de pastilhas de freio dianteiras, par de amortecedores. 

Fonte: Revista Quatro Rodas

postado em CARRO CHEVROLET | 0 Comments

27th Março 2008

Pérola Negra

Você é fã de Chevette? Aqui temos uma versão “hatch”, que por sua vez é raríssima. Você poderá encontrar uma gangrenada no ferro velho mais próximo de sua casa, mas nós trazemos uma impecável para você. É claro que isso não basta, por isso, o dono deixou o brinquedo do jeito que o povo gosta: clássico por fora, entretanto com uns cavalinhos a mais!

 

De peão a patrão
Muitos apaixonados por carro perdem o final de semana inteiro se sujando de graça, limpando, encerando ou consertando seus xodós. Jovens ou mais velhos, não importa a idade, quando eles olham para aquela caixa metálica, fazem loucuras, ou não, pois as vezes, além de “hobbie”, pode ser o próprio ganha pão.
Por que não unir o útil ao agradável? Foi o que fez o restaurador de “carangas” antigas, Renato De Seta Vaz, de 43 anos. Há 23 anos ele tem uma oficina de restauração, a “Setacar”, e como nenhuma criança gosta que lhe tirem o doce, é claro que não poderia deixar de ter a sua máquina, cujo rejuvenescimento da “velhinha”, ele mesmo fez.
Quando jovem, ele teve um grande parceiro, que foi um Chevette L. hatch, o qual simbolizou todo o espírito de velocidade, já que Renato participava até de disputas de racha. Anos mais tarde, já maduro, o destino colocaria os dois frente a frente mais uma vez, não era o mesmo “carango”, esse era “SL”.
A raridade foi encontrada a partir de um amigo de seu irmão, que utilizada o “brinquedo” para carregar máquinas “caça-níqueis”. A partir daí, de peão o “Chevettinho” virou patrão, fato que se deve ao belíssimo trabalho realizado no GM. “Foram dois anos de preparação, e o carrinho de assoalho podre tomou jeito”, diz Renato. Realmente ele se destaca por ser único!

 

Que me desculpem os feios, mais beleza é fundamental!
A aparência deixa a entender que acabou de sair da loja, zero quilômetro, como um dia foi. Até o cofre do motor (e o próprio motor) ganhou atenção especial.
Esse Chevette passou por uma extensa restauração para chegar a esse estado. O destaque fica para as rodas originais aro 13 com sobrearos, uma mania dos anos 70 e que reviveu neste belo Chevette, somados aos pneus Pirelli 175/70 R13. a suspensão foi levemente rebaixada, graças ao filho do proprietário, Maurício. “A minha idéia era deixar a suspnsão um pouco mais alta na frente, porém, a vontade do meu ilho falou mais alto”, diz Renato. Na frente as molas perderam 1,5 elo e atrás 1 elo, e os amortecedores não foram mexidos. Quanto aos freios, permanecem originais, e se mostram suficientes. Ficamso na dúvida para julgar se por fora está mais bonito ou por dentro. É muito dificil saber! De fato, não foi esquecida uma só parte do carro, o que mostra que o dono realmente está no ramo certo. Dando aquela pegada, o volante esportivo é bastante semelhante aos usados na década de 70 pelos então “boyzinhos”, que atualmente devem ser “tiosinhos”.
No painel, que veio do Chevette GP (que incluía contra-giros), está instalado no centro, no lugar do relógio, um vacuômetro. Esse instrumento, quase ninguém instala, sendo muito dificil ver um por aí, e sua função é medir a depressão do ar na entrada do coletor de admissão. Serve para monitorar o consumo de combustível: quanto mais vácuo, mais economia.
Mais à direita, perto do câmbio com manopla cromada, existe um console com mais três instrumentos: nível do tanque, termômetro da água e namômetro do óleo, todos da clássico VDO.

 

Coração Aspiradinho
O “coração” original do Chevette era 1.4, mas na hora da reforma, renato trocou por um 1.6, um pouco mais forte e “torcudo”.
O cabeçote veio da versão a álcool, mas não é o do 1.6/S, como você pode estar pensando. Mesmo assim, como era usado nos Chevettes a álcool, ganhou-se um pouco mais de taxa que o modelo a gasolina, estando com aproximadamente 9,0:1, o que obriga o uso de gasolina Podium. O comando utilizado para ganhar um pouco mais de performace é de 276º de Indeco. Pistões e bielas são originais da versão 1.6.
Na parte da alimentação, está instalado o carburador Solex H34 com giclês aumentados para 23mm no primeiro estágio e 24mm no segundo. O coletor de escape  é do tipo 4×1 e o de admissão é original, sem retrabalho algum. Outras partes do motor como bomba de óleo, combustível, bobina de ignição etc, todas são originais.
Um detalhe que auxilia na performace é o diferencial que ainda é o do Chevette 1.4, que aliado ao motor 1.6 levemente aspirado consegue uma agilidade maior que o do modelo original, mas ficando as marchas um pouco “curtas” e o motor sempre girando mais alto. A embreagem é a do Chevette 1.6!
É bom salientar que este motor poderia render mais alguns cavalos se fosse usado álcool como combustível, mais taxa, um retrabalho mais profundo no cabeçote e carburação, mas só com isso o proprietário diz que já dá pra “brincar” bastante, inclusive arrancar junto com o Citroën C3, mas perdendo obviamente em final, como já aconteceu, segundo Renato.
Quisemos mostrar que mesmo um motor mais antigo com algumas “afinações” especiais pode ganhar alguma potência e brincar com os modelos mais novos e mais potentes, chegando aos 100km/h em aproximadamente 11 segundos.

Ficha Técnica                                               
Carro:
Chevette Hatch SL
Ano: 1980/80
Proprietário: Renato de Seta Vaz
Preparador: Idem
Desempenho: 0 a 100 km/h: 11s

 

Fonte: Revista 100% Veneno

postado em CARRO CHEVROLET | 0 Comments

19th Novembro 2007

S10 ADVANTAGE FLEX

A Chevrolet com certeza acertou mais uma vez. Lançou a S10 Flex.

Líder a mais de 11 anos a Chevrolet S10 agora também é flex.

S10

A versão Advantage, antes oferecida com motor a gasolina, agora trará o quatro-cilindros de 2,4 litros de cilindrada com a habilidade de consumir gasolina ou álcool em qualquer proporção.

A S10 advantage continua sendo fabricada somente na versão cabine dupla 4×2.

O motor é o mesmo, porém agora o carro tem mais cavalos, de 128 cv a 4.800 rpm para 141 cv a 5.200 rpm com 100% de gasolina e 147 cv com álcool.

Com isso o desempenho da S10 melhorou. Com 100% de gasolina no tanque, a nova S10 faz de 0 a 100 em 12,8 segundos, ou seja, 0,3 segundos mais rápida. Já com álcool a S10 chega a fazer 11,1 segundos.

S10

Uma outra noticia boa é o consumo  que graças à taxa de compressão mais altaagora a S10 faz cerca de 9,1 km/l na cidade e 11,7 km/l na estrada (antes, 7,5 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada). Já com o álcool a S10 faz 6,4 km/l e 8,1 km/l, cidade e estrada, na ordem.

Com a intenção de continuar sendo a picape cabine dupla mais barata da categoria, a Chevrolet não mexeu no acabamento nem no interior do carro.

E com isso, veio a melhor notícia. A S10 advantage flex continua custando por volta dos R$ 53.600,00 para a Advantage básica, que traz ar-condicionado, direção hidráulica, rodas 15 pol, coluna da direção regulável em altura e vidro da janela traseira corrediço, entre outros itens. E chega a R$ 60.000,00, adicionados alarme, trio elétrico, rodas 16 pol, console central entre os bancos dianteiros (individuais nessa opção) e acabamento mais moderno.

 

postado em CARRO CHEVROLET | 16 Comments

28th Setembro 2007

ASTRA ELEGANCE 2008

A Chevrolet lançou este ano o Astra é 2008. Quem esperava um novo design, se decepcionou.

O Astra e o mesmo. Nao mudou nada!

A série especial do Astra Advantage continua sendo vendido.

A expectativa de mudança do Astra e so pro ano que vem.

A Chevrolet tirou do mercado, o Astra duas portas das versões Advantage e a Comfort, sendo agora oferecido o modelo em três versões, Advantage e Elegance, nas configurações hatchback de quatro portas e sedã, e o SS (Super Sport), exclusiva na configuração hatchback de quatro portas.

O Astra Elite hatchback de quatro portas também saiu do mercado.

O Astra continua equipado com o motor 2.0 litros Flexxpower, com 128 cv no álcool e 121 cv com gasolina.

Com o álcool, o Astra faz de 0 a 100 quilômetros horários no tempo de 9s1. Ja com gasolina o Astra faz de 0 a 100 em 11 segundos.

Por dentro o carro e o mesmo.

Agora, so nos resta esperar o novo design que so vem o ano que vem! 

postado em CARRO CHEVROLET | 0 Comments