Chevrolet Opala Diplomata
Ponto alto da linha, o Diplomata foi exemplo de longevidade em grande estilo.
A linha Opala acaba de receber a mais radical reestilização de sua história, mas a cara nova não era suficiente na estratégia da Chevrolet para seu mais antigo carro de passeio. Aos faróis e lanternas retangulares se somou uma nova versão topo-de-linha. Havia de se reforçar o Status do Opala, depois de 11 anos. Era o diplomata, que suplantava o Comodoro na hierarquia do luxo da linha. Ai longo da década de 80, seu nome seria até mais forte que o do Opala, ícones dos anos 70. Sem a concorrência dos Dodge V8, que saíram de linha em 1981, nem do Galaxie e derivados a partir de 1983, ele se tornaria o único nacional de luxo a oferecer na época um motor que não fosse de quatro cilindros. Com o fim da versão esportiva SS em 1980, o Opala passou a ser regido pela sofisticação do Diplomata.
De série, trazia o ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com toca-fitas, retrovisor do lado do passageiro, frisos de borrachas na laterais e pára-choques. Vinha nas versões cupê e sedã, 151-S de quatro cilindros, 2,4 litros e 98 cv (na nova versão a álcool; o gasolina tinha 90 cv), ou seis-cilindros, 4,1 litros e 148 cv, ou 250-S de 171 cv. O dono ainda podia pedir teto de vivil, pneus radiais, cãmbio automático (no lugar do manual de quatro marchas).
Foi um exemplar como esse que a revista QUATRO RODAS testou em maiso de 1980. Com motor 250-S, o sedã foi de 0 a 100 km/h em 13,02 segundos, mas a velocidade máxima foi de 161 km/h. Os elogios foram para a posição ao volante, a estabilidade e a maciez da suspenção, o isolamento acústico, acabamento e equipamentos como o ar-condicionado, lavador elétrico do pára-brisa e desembaçador traseiro. Mas o calor do escape, as frenagens de emergência acima de 100 km/h e os engates meio bruscos incomodaram.
Também é de 1980 o exemplar do administrador de empresas Sandro Moisés Maróstica, de Campinas (SP). Trata-se de um sedã com o motor 250-S. Maróstica é apaixonado por aquele ano-modelo do Opala, tanto que já teve outros Diplomata e um SS. “O Diplomata 1980 é um carro muito raro por ter o novo desenho quadrado e o painel antigo, o que só durou aquele ano, assim como o console com o mesmo revestimento de curvim dos bancos” diz.
A remodelação de 1985 deu ao Diplomata faróis de longo alcance junto aos já existentes, reduzindo o tamanho da grade, faixas laterais que davam prosseguimento aos pára-choques, maçanetas retangulares, e falsas saídas de ar nas colunas traseiras. Com o novo motor de seis cilindros a álcool, rendia 134 cv. No fim do ano chegava a Caravan Diplomata.
Para 1988, a grade trapezioidal diminuiu a área dos faróis de longo alcance e as lanternas eram unidas em uma única peça vermelha que camuflava o bocal do combustível. Como opcionais, havia volante com regulagem de sete posições, temporizador dos vidros elétricos, luz interna direcional, saída de ar-condicionado para o banco traseiro, alarme antifurto e aviso sonoro de faróis ligados e porta aberta em movimento. Aos 174 km/h, o sedã de seis cilindros ainda era o nacional mais veloz no teste de novembro de 1987. Logo ele disporia de uma câmbio automático ZF alemão de quatro velocidades, usado também por BMW e Jaguar.
Em 1990 o quatro-cilindros deixava de ser oferecida e o seis, então com 121 cv, ficava mais econômico, graças em parte ao segundo estágio a vácuo do carburador de corpo duplo. Para 1991, os pára-choques ficavam envolventes, o quebra-vento era eliminado e os retrovisores, embutidos. Os freios eram a disco nas quatro rodas, e a direção hidráulica, progressiva. No ano seguinte, a série especial Collectors prenunciava o tão adiado fim do Opala e derivados. Com o seu requinte e status, o Diplomata tornou possível que um dos carros nacionais mais típicos dos anos 60 e 70 resistisse até 1992, para só então abrir caminho para o Omega. Sua sobrevivência - em grande estilo - é caso a ser estudado em escolas de marketing.
Ficha técnica:
• MOTOR - dianteiro, longitudinal, 4 093 cm³, carburador de corpo duplo, gasolina
• DIÂMETRO E CURSO - 98,4 x 89,7 mm
• TAXA DE COMPRESSÃO - 7,5:1
• POTÊNCIA - 148 cv a 4 000 rpm
• TORQUE - 30,8 mkgf a 2 400 rpm
• CÂMBIO - automático de 3 marchas
• CARROCERIA - sedã, 4 portas
• DIMENSÕES - comprimento, 474 cm; largura, 177 cm; altura, 139 cm; entreeixos, 267 cm; peso, 1 308 kg
• RODAS E PNEUS - alumínio, aro de 14 x 6 polegadas; pneus radiais 175 SR 14
Fonte: Revista Quatro Rodas
Ponto alto da linha, o Diplomata foi exemplo de longevidade em grande estilo.
A linha Opala acaba de receber a mais radical reestilização de sua história, mas a cara nova não era suficiente na estratégia da Chevrolet para seu mais antigo carro de passeio. Aos faróis e lanternas retangulares se somou uma nova versão topo-de-linha. Havia de se reforçar o Status do Opala, depois de 11 anos. Era o diplomata, que suplantava o Comodoro na hierarquia do luxo da linha. Ai longo da década de 80, seu nome seria até mais forte que o do Opala, ícones dos anos 70. Sem a concorrência dos Dodge V8, que saíram de linha em 1981, nem do Galaxie e derivados a partir de 1983, ele se tornaria o único nacional de luxo a oferecer na época um motor que não fosse de quatro cilindros. Com o fim da versão esportiva SS em 1980, o Opala passou a ser regido pela sofisticação do Diplomata.
De série, trazia o ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com toca-fitas, retrovisor do lado do passageiro, frisos de borrachas na laterais e pára-choques. Vinha nas versões cupê e sedã, 151-S de quatro cilindros, 2,4 litros e 98 cv (na nova versão a álcool; o gasolina tinha 90 cv), ou seis-cilindros, 4,1 litros e 148 cv, ou 250-S de 171 cv. O dono ainda podia pedir teto de vivil, pneus radiais, cãmbio automático (no lugar do manual de quatro marchas).
Foi um exemplar como esse que a revista QUATRO RODAS testou em maiso de 1980. Com motor 250-S, o sedã foi de 0 a 100 km/h em 13,02 segundos, mas a velocidade máxima foi de 161 km/h. Os elogios foram para a posição ao volante, a estabilidade e a maciez da suspenção, o isolamento acústico, acabamento e equipamentos como o ar-condicionado, lavador elétrico do pára-brisa e desembaçador traseiro. Mas o calor do escape, as frenagens de emergência acima de 100 km/h e os engates meio bruscos incomodaram.
Também é de 1980 o exemplar do administrador de empresas Sandro Moisés Maróstica, de Campinas (SP). Trata-se de um sedã com o motor 250-S. Maróstica é apaixonado por aquele ano-modelo do Opala, tanto que já teve outros Diplomata e um SS. “O Diplomata 1980 é um carro muito raro por ter o novo desenho quadrado e o painel antigo, o que só durou aquele ano, assim como o console com o mesmo revestimento de curvim dos bancos” diz.
A remodelação de 1985 deu ao Diplomata faróis de longo alcance junto aos já existentes, reduzindo o tamanho da grade, faixas laterais que davam prosseguimento aos pára-choques, maçanetas retangulares, e falsas saídas de ar nas colunas traseiras. Com o novo motor de seis cilindros a álcool, rendia 134 cv. No fim do ano chegava a Caravan Diplomata.
Para 1988, a grade trapezioidal diminuiu a área dos faróis de longo alcance e as lanternas eram unidas em uma única peça vermelha que camuflava o bocal do combustível. Como opcionais, havia volante com regulagem de sete posições, temporizador dos vidros elétricos, luz interna direcional, saída de ar-condicionado para o banco traseiro, alarme antifurto e aviso sonoro de faróis ligados e porta aberta em movimento. Aos 174 km/h, o sedã de seis cilindros ainda era o nacional mais veloz no teste de novembro de 1987. Logo ele disporia de uma câmbio automático ZF alemão de quatro velocidades, usado também por BMW e Jaguar.
Em 1990 o quatro-cilindros deixava de ser oferecida e o seis, então com 121 cv, ficava mais econômico, graças em parte ao segundo estágio a vácuo do carburador de corpo duplo. Para 1991, os pára-choques ficavam envolventes, o quebra-vento era eliminado e os retrovisores, embutidos. Os freios eram a disco nas quatro rodas, e a direção hidráulica, progressiva. No ano seguinte, a série especial Collectors prenunciava o tão adiado fim do Opala e derivados. Com o seu requinte e status, o Diplomata tornou possível que um dos carros nacionais mais típicos dos anos 60 e 70 resistisse até 1992, para só então abrir caminho para o Omega. Sua sobrevivência - em grande estilo - é caso a ser estudado em escolas de marketing.
Ficha técnica:
• MOTOR - dianteiro, longitudinal, 4 093 cm³, carburador de corpo duplo, gasolina
• DIÂMETRO E CURSO - 98,4 x 89,7 mm
• TAXA DE COMPRESSÃO - 7,5:1
• POTÊNCIA - 148 cv a 4 000 rpm
• TORQUE - 30,8 mkgf a 2 400 rpm
• CÂMBIO - automático de 3 marchas
• CARROCERIA - sedã, 4 portas
• DIMENSÕES - comprimento, 474 cm; largura, 177 cm; altura, 139 cm; entreeixos, 267 cm; peso, 1 308 kg
• RODAS E PNEUS - alumínio, aro de 14 x 6 polegadas; pneus radiais 175 SR 14
Fonte: Revista Quatro Rodas
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De peão a patrão
