3rd Junho 2008

Ford Modelo A, substituto do Ford T

Nenhum carro teve mais impacto na indústria e na cultura mundial que o Ford ModeloT, lançado há 100 anos. Ao popularizar o auto-movel a partir de 1914 com a linha de mon­tagem, seu criador Henry Ford incentivou a pavi­mentação de estradas, o congestionamento das cida­des e o modo de produzir carros a partir de então.

Entretanto, por maior que tenha sido o impacto do FordT, seu projeto era tecnicamente simplório. A con­corrência, em especial a Chevrolet, oferecia produtos mais modernos e bem-acabados. A Ford precisava se mexer .A resposta veio em 1928, com o ModeloA.

Ainda que liderasse o mercado americano, as ven­das do FordT vinham caindo. Em 1926, foram 250 000 carros a menos e os estoques estavam cada vez maio­res. As vendas da Chevrolet aumentavam exponen­cialmente, dando início à famosa rixa entre as duas. Se em 1924 a Ford tinha dois terços do mercado, em 1926 caiu para um terço. A dura decisão foi tomada: em 1927, após 15007033 unidades, a Ford aposentava o Tin Lizzie (empregada de lata) -apelido americano do nosso Ford “Bigode” — e anunciava o ModeloA.

A dependência da Ford em relação aoT em tal que o substituto não estava pronto. Por seis meses as reven­das ficaram sem carros novos, mantendo-se com usa­dos, peças e serviços — às vezes até fechando as portas. Não foi nada fácil convencer o velho Henry de que era preciso se atua1izar. Coube ao filho Edsel enfrentar as objeções do pai, como o fim da transmissão planetária operada por pedal - para mudar as marchas noT, usa­va-se um difícil sistema de pedais, enquanto o Modelo A seguia o mercado, com alavanca no assoalho. Dizia-se que Edsel era o verdadeiro apaixonado por carros e que Henry só gostava mesmo do T, que julgava perfei­to. Após 250 milhões de dólares, um assombro para a época,o Modelo A foi apresentado em dezembro.

A seqüência alfabética para nomes dos carros foi reiniciada para marcar um novo começo da empresa.

Havia filas para ver oA -  cerca de 10 milhões de pessoas foram visitar as revendas Ford. Se sua tecnologia não era revolucionária, ao menos estava a milhas de distância doT. Usava motor de quatro cilindros de 40 cv, freio nas quatro rodas (oT só freava atrás) e amor­tecedor hidráulico, além de um inovador pára-brisa laminado. Como pedal do acelerador, que aposenta­va a alavanca sob a direção do T, ele ia a 100 km/h, em vez dos antigos 72 km/h. O consumo se mantinha em 8,5 km/l e os preços eram equivalentes.

O desenho era inspirado nos luxuosos Lincoin, o que trouxe toques de sofisticação jamais vistos numr T que era mais alto, curto e estreito. No início, tinha seis opções carroceria, variando entre 385 e 570 dólares. Em 1929, a Ford recuperou a liderança de mercado, mas em 1931 o Modelo A saía de linha, devido às bai­xas vendas causadas pela queda da Bolsa em 1929.

Em seus quatro anos, o Ford A cumpriu a tarefa de substituir o carro que mudou a América -  e o mundo. Com quase 5 milhões de veículos, ele provou a Henry a tese do filho Edsel: que o cliente não era tão apegado ao T quanto ele e que a Ford podia ser moderna e ao mesmo tempo acessível para se manter líder.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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2nd Maio 2008

Prata que vale ouro

O mais vendido dos Rolls modernizou as tradições da marca

 

A antiga reputação da qualidade impecável da Rolls-Royce precede qualquer um de seus lançamentos. Se, por um lado, sua preocupação sempre foi com o esmero artesanal, na construção e no acabamento, a inivação tecnológica nunca foi o chamariz para seu seleto público.

No inínio dos anos 60, quando a concorrência oferecia avanços técnicos, que ainda estavam distântes nos carros da fábrica inglesa, parecia que a tradição de confiabilidade do Rolls estava se tornando um valor estagnado. Para abolir esse ranço ultrapassado que nublava o brilho da marca, no salão de Paris de 1965 foi lançado o Silver Shadow (sombra prateada), ao lado de seu simiclone da Bentley, o modelo T.
O desenho conteporâneo de três volumes deixava para trás o estilo anos 40 do antecessor Silver Clound. Mais os faróis duplos, os cantos arredondados e, acima de tudo a mascote Spirit of Ecstasy (espírito do êxtase) sobre a grade do radiador em forma de prédio greco-romano mantinham a identidade do Rolls.

No interior, couro e madeira de primeira davam conta da sofisticação esperada. Mas o destaque era mesmo sua engenharia. Foir o primeiro Rolls com chassi monobloco, suspensão traseira independente e discos de freio nas quatro rodas - o monobloco já havia sido lançado pelo Lancia  Lambda em 1922, a suspensão independente nas quatro rodas ganhou notoriedade com o Citroën Traction Avant de 1934.

O V8 de 6,2 litros era a evolução do motor festejado que o Silver Clound II introduzira em 1959. Como a Rolls-Royce fazia segredo da potência, calcula-se que ele gerasse 220 cv brutos, o suficiente para levá-lo a 184 km/h. Nada mau para um carro de 5,17 metros e 2,1 toneladas. A exemplo do Citroën DS, o Silver Shadow tinha regulagem automática de altura da suspenção, recurso que logo seria abandonado.
Em 1966 surgia a versão de duas portas, feita a mão pela encarroçadora Mulliner Park Ward. Ela seria a base para o conversível, lançado no ano seguinte. Uma outra versão do sedã, com entreeixos 10 centímetros maior, chegou em 1969. As exigências de controle de poluíção aumentaram o peso do carro, que, para não perder o vigor, ganhou um motor de 6,7 litros.

Em 1971, o cupê e o conversível passaram a se chamar Corniche. Em 1977 surgia o Silver Shadow II. De novidade havia as bitolas maiores e a suspenção dianteira revisada. Os pára-choques perdiam as garras, mais ganhavam guarnições de borracha. A versão sedã de entreeixos maior foi rebatizada de Silver Wraith (fantasama prateado), um sinônimo de outros nomes com tempero sobrenatural adotados pela Rolls. O sedã duraria mais quatro anos, até dar lugar ao Silver Spirit. O Corniche teria vida bem mais longa, sendo que o cupê durou até 1982 e o conversível até 1996.

Com cerca de 29 000 carros vendidos (38 000 com os Bentley T e outros derivados), viria a ser o Rolls-Royce mais “popular” de todos os tempos. Apesar de seu nome associar à prata, pelas inivações que ele introduziu na marca e por seu êxito comercial, na história da Rolls o Silver Shadow vale ouro.

Fonte: Revista Quatro Rodas

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7th Maio 2007

Opala nas Telas do Cinema

Veja a reportagem do OPALA que o auto esporte da rede globo preparou pra você.

Dos carros antigos esse é sem dúvida um dos preferido dos brasileiros. A legião de fans que cultuam esse mito sobre rodas o levou para o cinema. Nos ultimos anos quem contracenou com o OPALA foi Mariana Ximenes, que se impressionou com a máquina.

Foto OPALA

Segundo os Opaleiros, tanto carisma se deve a grande perfomance que o carro sempre teve nas pistas e também as diversas versões de rua, os cupes sempre elegantes, os confortáveis diplomatas, os belos comodoros as caravans, e claro, os famosos SS, que durante anos habitaram os sonhos dos jovens.

Clique aqui para ver o vídeo do opala produzido pelo programa auto esporte da rede globo.

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