25th Junho 2008

Como Proteger seu carro

O que é importante saber na hora de escolher a seguradora do seu carro
Comprar ou trocar de carro é uma das melhores sensações da vida de um motorista. Sensação é um termo bem adequado. Pergunte a um publicitário que precise criar uma campanha para uma montadora: a estratégia de vendas apela às emoções do comprador. Mas esse apelo emocional não pode existir na hora de escolher um seguro. A frieza se justifica porque um seguro é um produto absolutamente utilitário. Seu propósito é compensar o cliente por um prejuízo em caso de algum evento, apropriadamente chamado de sinistro: roubo, acidente de trânsito ou mesmo um vendaval ou uma enchente. Se nada disso ocorrer, melhor. “O seguro serve para reduzir um prejuízo , não para dar lucro ao segurado”, diz Marcelo Goldman, diretor da seguradora Tokio Marine.
Como escolher o mais adequado? Antes de mais nada, é essencial entender como ele funciona, O seguro é um contrato em que o proprietário do veículo paga uma quantia (o prêmio) à seguradora para que ela corra um risco no lugar dele. No caso de sinistro, a seguradora vai indenizar o segurado. Quanto maior o risco que o veículo ou seu motorista oferecem à seguradora, mais caro o prêmio.
Há mais um detalhe. Para se defender contra abusos, a seguradora exige que o motorista fique com uma parte do risco. Essa parte do risco é a franquia: em caso de sinistro, é um valor que o segurado tem de pagar ou que é descontado da sua indenização.

Indenização, prêmio, franquia: com esses três conceitos em mente, é muito fácil escolher o melhor seguro. Há dois grandes grupos de seguros à disposição dos motoristas brasileiros. Os mais completos são apólices sofisticadas e caras, conhecidas como Cobertura Compreensiva ou Total. Protegem o veí­culo do segurado contra incêndio e roubo e cobrem acidentes provocados por outros motoristas. É nessas apólices que os segurados com mais dinheiro no bolso encontram a maior variedade de serviços.
Numa tentativa de diferenciar-se, as seguradoras têm caprichado em oferecer benefícios diferenciados. Os mimos vão de serviços domésticos gratuitos como encanadores, eletricistas e técnicos de informática até um funcionário da seguradora que acompanha a segurada na hora de prestar queixa em uma delegacia — ambiente ainda pouco amigável às motoristas.

Na outra ponta, os seguros mais básicos são as apólices de Responsabilidade Civil Facultativa, ou RCE Esse nome complicado quer dizer apenas que o segurado terá direito a receber uma indenização se ferir outra pessoa ou danificar outro veículo. É o famoso seguro contra terceiros. “É para quem quer proteção contra o pagamento de indenizações”, diz Osvaldo Nascimento, executivo responsável pelos seguros do Banco Itaú. Os seguros RCF são os que mais têm crescido no mercado, por serem mais baratos.
A explosão do financiamento criou uma situacão bastante favorável para o segurado. O crescimento dos seguros não consegue acompanhar a expansão da frota. Por mês, chegam às ruas em média 260 000 novos veículos, e as estimativas são de que há de 35 nilhões a 40 milhões em circulação no Brasil. Quan­do muito, só 20% deles têm seguro. “Muitos dos consumidores do primeiro carro comprometem toda a ren­da na prestação”, diz Nascimento. “Por isso, não há folga para fazer o seguro.” Além de forçar as seguradoras a criar produtos mais populares, a tentativa de abocanhar fatias maiores desse mercado em cresci­mento levou a uma acirrada disputa comercial. “Os preços caíram de 15% a 20% em média em relação ao ano passado”, diz Paulo Umeki, diretor da Liberty. “As seguradoras estão dispostas a ganhar menos para conquistar mais espaço no mercado, e isso acaba representando urna vantagem para o segurado.”  

Fonte: Revista Quatro Rodas

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10th Junho 2008

C4 Picasso e Grand Scénic

Com sete lugares e linhas atualizadas, C4 Picasso e Grand Scénic chegam para atender quem proucura algo mais em termos de minivan

A denominação Grand Minivan é uma contradição. Bem, em termos. Em tamanho, tanto Renault Grand Scénic quanto Grand C4 Picasso não chegam a ser 20 centímetros maiores que uma Zafira, a única minivan abaixo dos 90 000 reais - até agora a oferecer sete lugares por aqui. No entanto, elas são superlativas quando o assunto é a quantidade de atrações que oferecem. Cobram bom preço por isso, é verdade. A Grand Scénic custa 87 990 reais. Já a Grand C4 Picasso sai por 89 800 reais. Melhor seria chamá-las de “midivans”.

A batalha entre elas começa nos equipamentos. E, nesse aspecto, as duas tem tudo: ar-condicionado, direção assistida, ABS, rodas de liga leve e trio elétrico. Tanto Picasso quanto Scénic tem abertura por controle remoto. E, no momento que você destrava as portas, os retrovisores passam da posição de recolhidos para a normal. Enquanto a Renault optou pela chave em forma de cartão, a rival utiliza a convencional. Até aí não há vantagem para ninguém. A Picasso começa a ganhar no interior. A eletrônica espalhada no ambiente surpreende. A começar pelo painel. Ambas têm mostrador digital centralizado. Mas, enquanto você ajusta o brilho na Scénic, o dono de uma Picasso pode escolher entre cinco tonalidades de azul, uma delas beirando o branco. As linhas da C4 são mais sóbrias e o volante multifuncional (carrega os comandos de rádio, do piloto automático e do computador de bordo) com o centro fixo impressiona. No da Scénic, ficam apenas os comandos do piloto. Os do rádio ficam em uma alavanca separada, assim como os do computador.

Um comando giratório chama atenção entre as saídas de ar no Picasso. Trata-se de um aromatizador, como no C4 Pallas. Você regula a intensidade do perfume a ser exalado pelo ar-condicionado - que também é mais interessante que o da Renault. Quatro passageiros podem selecionar a temperatura (com 2 graus de diferença para a selecionada pelo motoris­ta). Já o da Renault é igual ao do Mégane, digital, mas com apenas uma saída e um seletor de temperatura. As diferenças não terminam aí. Enquanto a alavanca de câmbio da Scénic fica na parte inferior do painel, a da Picasso é na coluna de direção (e lembra uma alavanca de seta dos antigos VW). As duas têm a opção de trocas no modo seqüencial. Na Citroën, as trocas manuais são comandadas pelas duas borbole­tas atrás do volante. Com isso, a família pode usufruir de um porta-objetos refrigerado.

Além dos sete lugares, as duas ofe­recem espaço semelhante para os ocupantes. Nin­guém vai poder reclamar de aperto, desde que adul­tos não tentem se acomodar na terceira fileira de ban­cos das duas minivans. Já a criançada que andar atrás, em qualquer uma delas, terá mesinha retrátil para apoiar livros e lanche. As que embarcarem na Picasso terão iluminação noturna. Para completar, as duas têm mais de 550 litros de bagageiro, com a opção de rebatimento, formando um assoalho plano que eleva a capacidade de carga a quase 2000 litros.
Tanto Picasso quanto Scénic passam a impressão de uma esperteza digna de ônibus escolar. Ao se olharem os monovolumes - e o visual é outro ponto em que a Citroën leva vantagem - é difícil acreditar que os motores 2.0 16V (de 143 cv na Picasso e 138 cv na Scénic) farão bonito diante dos mais de 1500 quilos de cada uma. Certo. Mas feio também não fazem. A Picasso teve melhor desempenho, sendo 1,1 segundo mais rápida no teste de aceleração -  a Renault precisou de 14,7 segundos para chegar aos 100 km/h. Os números de retomada (as duas con­tam com câmbio automático de quatro marchas) também foram satisfatórios e, de novo, a Picasso levou a melhor. Para completar, o consumo. Nova vitória para a Citroén. Ela conseguiu as médias de 8,6 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada. A Scénic fez, respectivamente, 7,9 e 11,2 km/l.

Ao volante, as duas agradam. Têm posição de Ind dirigir mais parecida com a de um sedã que com a vertical de nossas “antigas” rninivans. A visibilidade em qualquer uma delas é excelente, palavra do Ces­vi. Mas a Picasso conta com pára-brisa panorâmico, que aumenta a quantidade de luz no interior. E, na hora da baliza, os sensores de estacionamento zelam pelos caprichados pára-choques. Durante as manobras mais uma vez a Citroën mima seu motorista: ao acionar a alavanca de seta e um botão no painel e “passar” pela vaga, os sensores dizem para o moto­rista se a minivan cabe ou não na pretendida vaga.

Qualquer dessas minivans vai agradar às famílias com duas, três ou mais crianças. De positivo, elas ain­da compartilham motor e câmbio com modelos do Mercosul (o Pallas argentino e o Mégane nacional) e oferecem três anos de garantia. Se você tem o perfil — e entre os pré-requisitos estão o fato de dirigir com calma, ter vaga espaçosa na garagem e quase 90000 reais disponíveis -,fique com a Picasso. Os mimos da Citroën fazem diferença. E assunto não vai faltar para o seu filho contar vantagem na hora do recreio.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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4th Junho 2008

Descubra como é calculado o preço do seguro do seu carro.

Quem olhar atentamente a diferença entre o seguro total e um seguro RCF (Responsabi¬lidade Civil Facultativa, o popular seguro apenas contra terceiros) vai perceber algo que parece absurdo, O RCF tem apólices mais básicas, que não cobrem o casco, não defendem o segurado contra incêndio e roubo e apenas o protegem de ter de pagar danos provocados a terceiros. Em média, o seguro RCF de um Gol 1.0 custa 447 reais. A média para um Focus 1.6 é de 444 reais. Isso mesmo, segurar um Focus que custa 49 000 reais é ligeiramente mais barato que defender um Gol que custa 33 000 reais.
Absurdo? Não, apenas uma demonstração de como os seguros funcionam, O preço de um seguro é o resultado de um cálculo estatístico. A segurado¬ra avalia alguns fatores de risco e, a partir deles, calcula qual a probabilidade de o veículo ser rouba¬do ou sofrer um acidente. A partir daí, ela estima quanto terá de pagar de indenização e define quanto vai cobrar do segurado.
No caso do Gol e do Focus, é fácil entender a diferença: o Gol é um veículo muito mais visado pelos ladrões. É um modelo mais barato, mais fácil de vender e o mercado para as autopeças obtidas irregularmente nos desmanches criminosos é muito maior.
Por isso, seu risco para a seguradora é maior e apólices contra roubo são mais caras.
O tipo do modelo é o principal fator a definir o preço do seguro, sendo responsável por 60% do prêmio cobrado. Acessórios também contam: faróis especiais, sonorização poderosa e pinturas podem elevar o preço, pois são mais caros substituir em caso de acidente.
Mas ainda há três outros fatores que definem o preço do seguro. O primeiro é o perfil do segurado: seu gênero (homem ou mulher) e sua idade. Não tem jeito: homens pagam mais que mulheres, e motoristas entre 18 e 25 anos de idade terão custo maior que o dos mais velhos. “Mulheres e motoristas mais maduros são mais cuidados ao dirigir”, diz Carlos Alberto Trindade, vice-presidente de seguros automotivos da SulAmérica. “Eles oferecem menos riscos por isso seus seguros são mais baratos.”
Como no caso do modelo do veículo, aqui não há nada que o segurado possa fazer para reduzir o preço apagar, exceto esperar o tempo passar. Gênero e ida¬de respondem, em média, por certa de 20% do prê¬mio total do seguro. Em casos extremos — comparan¬do um motorista de 18 anos com uma motorista de 50 -, a diferença para uma mesma apólice pode chegar a 40%. Se o segurado tiver filhos adolescentes, que cos¬tumam ser guiados mais pela audácia da emoção que pelo bom senso da razão, ele também terá um risco maior, assim como o preço da apólice.
O fator de risco seguinte são diversos itens englobados na maneira de conduzir o veículo. O princípil aqui é mais que óbvio: carros que estão na garagem correm menos risco de roubo e acidentes que carros que estão nas ruas. Assim, quan¬to mais tempo o carro permanece na garagem, menos ele paga de seguro. Na prática, os segurados que têm garagem em casa e no local de trabalho e que não usam o carro para trabalhar pagam menos seguro.
O endereço também conta. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as mais inseguras para os motoristas, não apenas pelo elevado número de aci¬dentes como pela dedicação dos ladrões. “Nessas duas cidades, o cálculo é que 2% a 3% dos veículos segurados serão roubados ou furtados”, diz Marcelo Goldman, diretor da seguradora Tokio Marine, vincu¬lada ao banco ABN Amro. “Em cidades do interior paulista como Ribeirão Preto, por exemplo, esse par¬centual cai para menos de 1%.” O bairro em que o segurado mora também faz diferença. Dois irmãos gêmeos com carros absolutamente iguais serão trata¬dos de maneira desigual. Se um deles morar na zona leste da capital paulista, vai pagar mais caro que o que ocupa um endereço na zona sul, O endereço respon¬de por cercaa de 10% da formação do preço final e não há muito que o segurado possa fazer, exceto ligar para um corretor de imóveis e trocar de casa.
Finalmente, o terceiro fator que influencia o preço é a instalação de equipamentos de segurança. Essa é a única maneira que o cliente tem de reduzir de fato o prêmio pago. Os melhores exemplos são os rastreado¬res, que permitem localizar o carro imediatamente em caso de furto, e as vacinas — identificação das peças do veículo, para impedir que sejam desviadas para desmanches ilegais. Esses equipamentos, algumas vezes instalados pela seguradora sem custo, podem reduzir em até 10% o valor do prêmio pago.

Equipamentos de segurança - Instalar rastreadores e vacinas (que dificultam o desvio de peças) podem reduzir em 10% o seguro a pagar.

Endereço do motorista - Segurados das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo pagam mais caro, pois estão mais sujeitos a acidentes e roubos. Nas capitais, os bairros também fazem diferença. Dendendo, pode diminuir em 10% a pagar.

Perfil do motorista - Homens pagam mais que mulheres, e jovens de 18 a 25 anos pagam mais que motoristas maduros. Segurados com filhos adolescentes pagam mais caro. Tudo isso somam uma fatia de 20%.

Modelo do carro - Versões mais visadas (como os básicos e populares) e carros mais antigos, tem seguros mais caros, em média 60%.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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3rd Junho 2008

Ford Modelo A, substituto do Ford T

Nenhum carro teve mais impacto na indústria e na cultura mundial que o Ford ModeloT, lançado há 100 anos. Ao popularizar o auto-movel a partir de 1914 com a linha de mon­tagem, seu criador Henry Ford incentivou a pavi­mentação de estradas, o congestionamento das cida­des e o modo de produzir carros a partir de então.

Entretanto, por maior que tenha sido o impacto do FordT, seu projeto era tecnicamente simplório. A con­corrência, em especial a Chevrolet, oferecia produtos mais modernos e bem-acabados. A Ford precisava se mexer .A resposta veio em 1928, com o ModeloA.

Ainda que liderasse o mercado americano, as ven­das do FordT vinham caindo. Em 1926, foram 250 000 carros a menos e os estoques estavam cada vez maio­res. As vendas da Chevrolet aumentavam exponen­cialmente, dando início à famosa rixa entre as duas. Se em 1924 a Ford tinha dois terços do mercado, em 1926 caiu para um terço. A dura decisão foi tomada: em 1927, após 15007033 unidades, a Ford aposentava o Tin Lizzie (empregada de lata) -apelido americano do nosso Ford “Bigode” — e anunciava o ModeloA.

A dependência da Ford em relação aoT em tal que o substituto não estava pronto. Por seis meses as reven­das ficaram sem carros novos, mantendo-se com usa­dos, peças e serviços — às vezes até fechando as portas. Não foi nada fácil convencer o velho Henry de que era preciso se atua1izar. Coube ao filho Edsel enfrentar as objeções do pai, como o fim da transmissão planetária operada por pedal - para mudar as marchas noT, usa­va-se um difícil sistema de pedais, enquanto o Modelo A seguia o mercado, com alavanca no assoalho. Dizia-se que Edsel era o verdadeiro apaixonado por carros e que Henry só gostava mesmo do T, que julgava perfei­to. Após 250 milhões de dólares, um assombro para a época,o Modelo A foi apresentado em dezembro.

A seqüência alfabética para nomes dos carros foi reiniciada para marcar um novo começo da empresa.

Havia filas para ver oA -  cerca de 10 milhões de pessoas foram visitar as revendas Ford. Se sua tecnologia não era revolucionária, ao menos estava a milhas de distância doT. Usava motor de quatro cilindros de 40 cv, freio nas quatro rodas (oT só freava atrás) e amor­tecedor hidráulico, além de um inovador pára-brisa laminado. Como pedal do acelerador, que aposenta­va a alavanca sob a direção do T, ele ia a 100 km/h, em vez dos antigos 72 km/h. O consumo se mantinha em 8,5 km/l e os preços eram equivalentes.

O desenho era inspirado nos luxuosos Lincoin, o que trouxe toques de sofisticação jamais vistos numr T que era mais alto, curto e estreito. No início, tinha seis opções carroceria, variando entre 385 e 570 dólares. Em 1929, a Ford recuperou a liderança de mercado, mas em 1931 o Modelo A saía de linha, devido às bai­xas vendas causadas pela queda da Bolsa em 1929.

Em seus quatro anos, o Ford A cumpriu a tarefa de substituir o carro que mudou a América -  e o mundo. Com quase 5 milhões de veículos, ele provou a Henry a tese do filho Edsel: que o cliente não era tão apegado ao T quanto ele e que a Ford podia ser moderna e ao mesmo tempo acessível para se manter líder.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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28th Maio 2008

O Perigo dos Rachas e Pegas

Se você curte acelerar seu “possante” a toda hora e em qualquer lugar, tenha em mente que as conseqüências podem ser maiores que você acha que sabe. Depois, não diga que ninguém te avisou…

Todo mundo que prepara seu carro gosta de dar umas aceleradas, seja por pura diversão ou para mostrar os “músculos” da caranga, não é? Muitas vezes, até mesmo no trânsito, a gente não consegue resistir a uma “provocação” de um outro “piloto”. O que fazer com pessoas como nós, em que o “sangue não corre, tira racha”? Só quem é assim doido entende o que eu estou falando certo? Só que tudo tem um preço e conseqüências muitas vezes não tão boas assim. O gosto de acelerar, “dar um cacete” no adversário talvez nunca saia de nós, mas o que temos que ter em mente é que para tudo tem que ter um local certo. Não quero que essa matéria seja chata, como mais uma lição de moral do tipo ” não faça isso, não faça aquilo” mesmo porque não ia adiantar. Não sejamos hipócritas. Os motivos, não vou dizer, todo mundo já está “careca de saber”. Segurança (sua e das outras pessoas) e também vários códigos na nossa legislação. Você leitor pode saber alguns talvez. Mas duvido que saiba da grande maioria. Para quem não sabe, separei os mais usados pela lei para “enquadrar” quem for pego em flagrante. Uma outra coisa também muito comum, infelizmente, são motoristas alcoolizados que mesmo não apostando corridas, podem por em risco a segurança de muita gente, inclusive a sua.

Níveis de embriaguez

01) Efeito: As funções mentais ficam comprometidas, percepção da distância e velocidade prejudicadas. [0,2-0,3 g/l]
02) Efeito: O grau de vigilância e o campo visual diminuem e o controle cerebral relaxa. [0,3-0,5 g/l]
03) Efeito: Reflexo retardado, dificuldade de adaptação à diferença de luminosidade, superestimação das possibilidades e tendências a agressividade. 0,5-0,8 g/l]
04) Efeito: Dificuldade de controlar o veículo, incapacidade de coordenação e falhas na coordenação neuromuscular. [0,8-1,5 g/l]
05) Efeito: Embriaguez, topor alcoólico e dupla visão. [1,5-3 g/l]
06) Efeito: Embriaguez profunda. 3-5 g/l]

 

Vamos Começar pelos Artigos:

Art. 165 - Dirigir sob influência de álcool em nível superior a seis decigramas por litro de sangue ou de qualquer substância entorpecente ou que determine dependêcia física ou psíquica.
INFRAÇÃO - Gravíssima
PENALIDADE - multa(5 vezes) e suspensão do direito de dirigir.
MEDIDA ADMNISTRATIVA - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação

Art. 170 - Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou demais veículos.
INFRAÇÃO - Gravíssima
PENALIDADE - multa e suspenção do direito de dirigir
MEDIDA ADMINISTRATIVA - retenção do veículo e recolhimento do documento de habilitação.

Art. 137 - Disputar corrida por espírito de emulação
INFRAÇÃO - gravíssima
PENALIDADE - multa (3 vezes), suspenção do direito de dirigir e apreensão do veículo
MEDIDA ADMINISTRATIVA - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo

Art. 174 - Promover, na via, competição esportiva, eventos organizados, exibição e demostração de perícia em manobra de veículo, ou deles participar, como condutor, sem permissão da autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via
INFRAÇÃO - gravíssima
PENALIDADE - multa (5 vezes), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo
MEDIDA ADMINISTRATIVA - recolhimento do documento de habilitação e remoção do veículo.

Art. 175 - Utilizar-se de veículo para, em via pública, demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus.
INFRAÇÃO - gravíssima
PENALIDADE - multa, suspenção do direito de dirigir e apreensão do veículo.
MEDIDA ADMINISTRATIVA - recolhimento do documento de habilitação e suspensão do veículo.

Art. 218 - Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o local, medida por instrumento ou equipamento hábil
INFRAÇÃO - grave
PENALIDADE - multa
MEDIDA ADMINISTRATIVA - retenção do veículo para regularização

Art. 237 - Transitar com o veículo em desacordo com as especificações, e com falta de inscrição e simbologias necessárias à sua identificação queando exigidas pela legislação.
INFRAÇÃO - grave
PENALIDADE - multa
MEDIDA ADMINISTRATIVA - retenção do veículo para regularização.

 

Em rodovias de trânsito rápido e vias arteriais:

Quando a velocidade for superior à máxima em até 20%:
INFRAÇÃO - grave
PENALIDADE - multa

Quando a velocidade for superior à máxima de 20%:
INFRAÇÃO - gravíssima
PENALIDADE - multa (3 vezes) e suspensão do direito de dirigir.

demais vias: Quando a velocidade for superior à máxima permitida em até 50%:
INFRAÇÃO - grave
PENALIDADE - multa

Quando a velocidade for superior à máxima permitida em mais de 50%:
INFRAÇÃO - gravíssima
PENALIDADE - multa (3 vezes) e suspensão do direito de dirigir
MEDIDA ADMINISTRATIVA - recolhimento do documento de habilitação.

Por aí dá para se perceber o quanto a lei é um tanto dura com quem comete alguns desses delitos. E com razão. Muita gente pensa que carro é brinquedo, e não tem noção do perigo que pode ser se usado de maneira irres´ponsável. Se você quer tirar um “pega”, há lugares certos para se fazer isso, com infra-estrutura e tudo mais, como o autódromo de Interlagos para quem mora em São Paulo, por exemplo. Mas para que acha o preço das “puxadas” um pouco “salgado” demais, existem sempre outros lugares onde se organizam as chamadas “arrancadas de rua”, geralmente feitas em sítios com pista só para isso. Nesses lugares os preços são bem mais acessíveis e a adrenalina é a mesma de um autódromo. Portanto, não tem desculpa, ruas não são feitas para correr. Além do trânsito e dos pedestres, ainda têm os buracos malditos…Você não vai querer estragar sua suspensão e sua roda, vai?

>>O Álcool no Organismo
Quando ingerido, uma parcela de álcool introduzida no organismo é absorvida pela mucosa da boca. A grande maioria porém, é absorvida pelo estômago e intestino delgado, e daí vai para a circulação sanguínea, Aproximadamente 90% do álcool é absorvido em 1 hora. Até aí beleza. O processo de absorsão do álcool é relativamente rápido como vimos. Porém, o mesmo não ocorre com a eliminação que demora de 6 a 8 horas e é feita através do fígado(90%), da respiração(8%), e da transpiração(2%). Obviamente, até ser completamente eliminado, você vai ficar “chapado”, incapacitado de dirigir, ou executar qualquero outro serviço que requeira precisão.

>>Mitos e Verdades sobre a “marvada”
“Vou tomar café forte” - Apesar de estimulante, o café de nada altera o estado de embriaguez.
“Vou tomar banho frio” - Água fria dá apenas a sensação de “acordar” no instante da ducha. Os efeitos do álcool porém, permanecem inalterados.
“Vou comer antes de beber” - Os efeitos do álcool variam de pessoa para pessoa, mais uma coisa é certa: o álcool sempre produzirá alterações em sua percepção, ainda que você esteja muito bem alimentado.
“Vou beber Porque conheço meu limite” - Ninguém está tão acostumado a beber a ponto de ficar livre dos efeitos do álcool. è difícil saber extamente a hora de parar. Até porque a primeira função comprometida é a crítica. E como todo bêbado insiste em dizer que “tá legal”, dá para se ter uma idéia…
“Vou beber esse tipo de bebida porque é mais fraca” - Não existem bebidas fracas. Se tem álcool já era. O que determina o estado de “chapadez” é a quantidade de álcool ingerido. Ingerir 340ml de uísque ou cachaça não faz muita diferença. O certo é que, bebeu, ferrou, para não dizer uma rima mais desrespeitosa.

 

Fonte: Revista 100% Veneno

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