10th Junho 2008

C4 Picasso e Grand Scénic

Postado em CARROS |

Com sete lugares e linhas atualizadas, C4 Picasso e Grand Scénic chegam para atender quem proucura algo mais em termos de minivan

A denominação Grand Minivan é uma contradição. Bem, em termos. Em tamanho, tanto Renault Grand Scénic quanto Grand C4 Picasso não chegam a ser 20 centímetros maiores que uma Zafira, a única minivan abaixo dos 90 000 reais - até agora a oferecer sete lugares por aqui. No entanto, elas são superlativas quando o assunto é a quantidade de atrações que oferecem. Cobram bom preço por isso, é verdade. A Grand Scénic custa 87 990 reais. Já a Grand C4 Picasso sai por 89 800 reais. Melhor seria chamá-las de “midivans”.

A batalha entre elas começa nos equipamentos. E, nesse aspecto, as duas tem tudo: ar-condicionado, direção assistida, ABS, rodas de liga leve e trio elétrico. Tanto Picasso quanto Scénic tem abertura por controle remoto. E, no momento que você destrava as portas, os retrovisores passam da posição de recolhidos para a normal. Enquanto a Renault optou pela chave em forma de cartão, a rival utiliza a convencional. Até aí não há vantagem para ninguém. A Picasso começa a ganhar no interior. A eletrônica espalhada no ambiente surpreende. A começar pelo painel. Ambas têm mostrador digital centralizado. Mas, enquanto você ajusta o brilho na Scénic, o dono de uma Picasso pode escolher entre cinco tonalidades de azul, uma delas beirando o branco. As linhas da C4 são mais sóbrias e o volante multifuncional (carrega os comandos de rádio, do piloto automático e do computador de bordo) com o centro fixo impressiona. No da Scénic, ficam apenas os comandos do piloto. Os do rádio ficam em uma alavanca separada, assim como os do computador.

Um comando giratório chama atenção entre as saídas de ar no Picasso. Trata-se de um aromatizador, como no C4 Pallas. Você regula a intensidade do perfume a ser exalado pelo ar-condicionado - que também é mais interessante que o da Renault. Quatro passageiros podem selecionar a temperatura (com 2 graus de diferença para a selecionada pelo motoris­ta). Já o da Renault é igual ao do Mégane, digital, mas com apenas uma saída e um seletor de temperatura. As diferenças não terminam aí. Enquanto a alavanca de câmbio da Scénic fica na parte inferior do painel, a da Picasso é na coluna de direção (e lembra uma alavanca de seta dos antigos VW). As duas têm a opção de trocas no modo seqüencial. Na Citroën, as trocas manuais são comandadas pelas duas borbole­tas atrás do volante. Com isso, a família pode usufruir de um porta-objetos refrigerado.

Além dos sete lugares, as duas ofe­recem espaço semelhante para os ocupantes. Nin­guém vai poder reclamar de aperto, desde que adul­tos não tentem se acomodar na terceira fileira de ban­cos das duas minivans. Já a criançada que andar atrás, em qualquer uma delas, terá mesinha retrátil para apoiar livros e lanche. As que embarcarem na Picasso terão iluminação noturna. Para completar, as duas têm mais de 550 litros de bagageiro, com a opção de rebatimento, formando um assoalho plano que eleva a capacidade de carga a quase 2000 litros.
Tanto Picasso quanto Scénic passam a impressão de uma esperteza digna de ônibus escolar. Ao se olharem os monovolumes - e o visual é outro ponto em que a Citroën leva vantagem - é difícil acreditar que os motores 2.0 16V (de 143 cv na Picasso e 138 cv na Scénic) farão bonito diante dos mais de 1500 quilos de cada uma. Certo. Mas feio também não fazem. A Picasso teve melhor desempenho, sendo 1,1 segundo mais rápida no teste de aceleração -  a Renault precisou de 14,7 segundos para chegar aos 100 km/h. Os números de retomada (as duas con­tam com câmbio automático de quatro marchas) também foram satisfatórios e, de novo, a Picasso levou a melhor. Para completar, o consumo. Nova vitória para a Citroén. Ela conseguiu as médias de 8,6 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada. A Scénic fez, respectivamente, 7,9 e 11,2 km/l.

Ao volante, as duas agradam. Têm posição de Ind dirigir mais parecida com a de um sedã que com a vertical de nossas “antigas” rninivans. A visibilidade em qualquer uma delas é excelente, palavra do Ces­vi. Mas a Picasso conta com pára-brisa panorâmico, que aumenta a quantidade de luz no interior. E, na hora da baliza, os sensores de estacionamento zelam pelos caprichados pára-choques. Durante as manobras mais uma vez a Citroën mima seu motorista: ao acionar a alavanca de seta e um botão no painel e “passar” pela vaga, os sensores dizem para o moto­rista se a minivan cabe ou não na pretendida vaga.

Qualquer dessas minivans vai agradar às famílias com duas, três ou mais crianças. De positivo, elas ain­da compartilham motor e câmbio com modelos do Mercosul (o Pallas argentino e o Mégane nacional) e oferecem três anos de garantia. Se você tem o perfil — e entre os pré-requisitos estão o fato de dirigir com calma, ter vaga espaçosa na garagem e quase 90000 reais disponíveis -,fique com a Picasso. Os mimos da Citroën fazem diferença. E assunto não vai faltar para o seu filho contar vantagem na hora do recreio.

 

Fonte: Revista Quatro Rodas

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