Amigo Oculto
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A caixa-preta automotiva já existe em 52 modelos que circulam nos EUA para ajudar a identificar causas e culpados de acidentes.
O assunto só entrou em voga no fim de 2006 a partir de uma discussão sobre invasão de privacidade: descobriu-se que nos anos 90 as montadoras haviam instalado uma caixa-preta em milhares de veÃculos americanos, apesar de os motoristas não saberem da sua existência e de não haver uma lei que a regulamentasse. Hoje pelo menos 52 modelos de nove marcas já saem de fábrica com o equipamento. A caixa-preta é um chip capaz de armazenar informações enviadas pelas centenas de sensores eletrônicos que já existem nos veÃculos. Sua função é resconstruir um acidente a partir das informações coletadas para identificar causas e culpados. Embora as seguradoras não se envolvam no assunto, que consome horas de discusão entre defensores da privacidade do motorista, governo e montadoras, elas são as mais interessadas e estão na expectativa de que até 2009 sejam aprovadas leis que regulamentem a caixa-preta nos Estados Unidos - a mesma que em breve deve chegar à União Européia.
1) SEMPRE ALERTA Enquanto o automóvel está em seu curso normal, a caixa-preta mantém-se atenta às informações enviadas pelas dezenas de sensores espalhados pelo carro, mas nenhuma informação fica registrada permanentemente.
2) VALE TUDO Se precisar gravar informações, a caixa-preta usa dados dos sensores de posição do volante, âgulo de pedais, velocidade e aceleração do carro, rotação do motor e freios ABS. Podem até confirmar se o motorista usava o cinto ou estava com os faróis ligados.
3) DURO NA QUEDA No instante que o airbag é acionado, a caixa-preta grava automáticamente os dados de alguns segundos antes e depois do acidente. Sua estrutura é projetada para suportar o impacto e manter intacto o chip com as informações.
4) RETRATO FIEL A caixa-preta é recolhida para que os dados sejam analisados. Depois o acidente é recriado e as causas ou culpados, encontrados. Isso ajudaria as montadoras a aprimorarem seus veÃculos, além de poder eliminar horas de trabalho da polÃcia cientÃfica.
>> O que vem a seguir
O próximo passo para os criadores da caixa-preta automotiva é torna-la mais parecida com a que existe nos aviões há anos. Além das informações passadas pelos sensores já existentes, nos carros de hoje, no futuro o equipamento poderá registrar imagens captadas por câmeras instaladas dentro e fora do carro.
1 - Também seria possÃvel gravar o áudio das conversas
2 - na cabine ou em volta do veÃculo e até emitir logo depois do acidente uma notificação de colisão
3 - às autoridades ou serviços de resgate.
Â
Fonte: Revista Quatro Rodas
A caixa-preta automotiva já existe em 52 modelos que circulam nos EUA para ajudar a identificar causas e culpados de acidentes.
O assunto só entrou em voga no fim de 2006 a partir de uma discussão sobre invasão de privacidade: descobriu-se que nos anos 90 as montadoras haviam instalado uma caixa-preta em milhares de veÃculos americanos, apesar de os motoristas não saberem da sua existência e de não haver uma lei que a regulamentasse. Hoje pelo menos 52 modelos de nove marcas já saem de fábrica com o equipamento. A caixa-preta é um chip capaz de armazenar informações enviadas pelas centenas de sensores eletrônicos que já existem nos veÃculos. Sua função é resconstruir um acidente a partir das informações coletadas para identificar causas e culpados. Embora as seguradoras não se envolvam no assunto, que consome horas de discusão entre defensores da privacidade do motorista, governo e montadoras, elas são as mais interessadas e estão na expectativa de que até 2009 sejam aprovadas leis que regulamentem a caixa-preta nos Estados Unidos - a mesma que em breve deve chegar à União Européia.
1) SEMPRE ALERTA Enquanto o automóvel está em seu curso normal, a caixa-preta mantém-se atenta às informações enviadas pelas dezenas de sensores espalhados pelo carro, mas nenhuma informação fica registrada permanentemente.
2) VALE TUDO Se precisar gravar informações, a caixa-preta usa dados dos sensores de posição do volante, âgulo de pedais, velocidade e aceleração do carro, rotação do motor e freios ABS. Podem até confirmar se o motorista usava o cinto ou estava com os faróis ligados.
3) DURO NA QUEDA No instante que o airbag é acionado, a caixa-preta grava automáticamente os dados de alguns segundos antes e depois do acidente. Sua estrutura é projetada para suportar o impacto e manter intacto o chip com as informações.
4) RETRATO FIEL A caixa-preta é recolhida para que os dados sejam analisados. Depois o acidente é recriado e as causas ou culpados, encontrados. Isso ajudaria as montadoras a aprimorarem seus veÃculos, além de poder eliminar horas de trabalho da polÃcia cientÃfica.
>> O que vem a seguir
O próximo passo para os criadores da caixa-preta automotiva é torna-la mais parecida com a que existe nos aviões há anos. Além das informações passadas pelos sensores já existentes, nos carros de hoje, no futuro o equipamento poderá registrar imagens captadas por câmeras instaladas dentro e fora do carro.
1 - Também seria possÃvel gravar o áudio das conversas
2 - na cabine ou em volta do veÃculo e até emitir logo depois do acidente uma notificação de colisão
3 - às autoridades ou serviços de resgate.
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Fonte: Revista Quatro Rodas