O Freelander 2 é inteiramente novo. A começar pelo motor 3.2 de 233 cv. Seu câmbio automático tem seis marchas, com a opção das trocas no modo manual. E ele ainda incorporou o sistema Terrain Response, do modelo top-de-linha Discovery 3. O Freelander 2 é o mais completo do comparativo e, na pista de testes, foi o que conseguiu o melhor desempenho.
Se este comparativo premiasse o modelo com maior vocação off-road, ele seria indiscutivelmente o vencedor. E ainda poderia passae pelos outros, se fosse mais barato. Mas, ao chegar na segunda edição, o Freelander não só incorporou a robustez dos Land Rover maiores, – distanciando-se da proposta ecológicamente correta do segmento – como também preço de grife. Dos 132.000 reais que custava e que o deixavam na faixa dos outros modelos deste comparativo, o Freelander 2 vai custar 170.000 reais, segundo a fábrica, que ainda não divulgou a tabela de preços de todas as versões que estarão disponÃveis a partir de abril.
Para quem quer se aventurar nas trilhas, o Freelander dá show. O sistema Terrain Response tem três programas para a transmissão, que se adaptam às condições de piso. Feita a opção, você só precisa acelerar. Vencer os obstáculos é tarefa do carro.
Ao volante dá para se imaginar a bordo de um Discovery. O Freelande 2 é alto, tem um console tão complexo, (comandos para o ar-condicionado, o sistema de tração e som) quanto o do irmão maior e é idêntico nos detalhes de acabamento. Como ficou mais robusto, ele passou a se comportar mais como um jipe, o que implica uma atitude mais enérgica por parte do motorista. A direção exige maior esforço e a suspenção filtra menos os impactos provocados pelo piso. Os pneus 255/55 R18 não ajudam. Se tivessem perfil maior, absorveriam melhor as batidas do asfalto. Para quem viaja atrás o conforto é assegurado pelos assentos macios e mais altos, que permitem visão panorâmica da cabine. Visualmente, o Freelander 2 ganhou nova grade dianteira (clonada do Range Rover Sport), entradas de ar nas laterais dos pára-lamas e lanternas traseiras. Ficou bonito e mais agressivo que outros crossvers que estão chegando agora no mercado.
Bolso
Preço do carro – R$170.000 reais
Garantia – 2 anos ou 60.000 km
Consumo cidade (Km/l) – 6,5
Consumo estrada (Km/l) – 9,2
Tanque de combustÃvel/autonomia (l)/(Km) – 70/644
Conforto
Ar-condicionado/direção hidráulica
Rodas de liga leve/pintura metálica (opcional)
CD player/comandos no volante
Vidros/travas elétricas
Espelhos/teto solar elétrico
Banco traseiro rebatÃvel 2/3 1/3
Câmbio automático/cruise-control
Bancos de couro
Segurança
ABS/EBD
Controle de tração/estabilidade
Airbags
Encosto de cabeça
Imobilizador/brake-light
Desempenho
0-100 km/h (s) – 10,8
0-100 m (s) – 32,5
Velocidade Máxima (Km/h) – 200
Velocidade real a 100 Km/h (Km/h) – 99
Ficha Técnica
Motor/posição – dianteiro/transversal
Construção/cabeçote/cilindrada (cm³) – 6 cil./DOHC/3192
Diâmetro/curso (mm) – 84/96
Taxa de compressão – 10,8:1
Potência (cv a rpm) – 233 a 6.300
Torque (mkgf a rpm) – 31,7 a 3.200
Câmbio (tipo/marchas/tração) – aut./6/integral
Direção (tipo/n° de voltas) – hidráulica/2 três quartos voltas
Suspenção dianteira – braços oscilantes
Suspenção traseira – braços oscilantes
Freios (tipo/diâmentro/traseiro) – hidr./disco/disco
Pneus – 255/55 R18
Dimensões
Comprimento/entreeixos (cm) – 450/266
Altura/largura (cm) – 174/218
Ãngulo entrada/saÃda/vão livre (%/cm) – 31/34/22
Porta-malas/peso (l/kg) – 755/1770
Peso/potência (kg/cv) – 7,5
Peso/torque (kg/mkgf) – 55,6
Diâmetro de giro (m) – 11,4
Fonte: Revista Quatro Rodas


