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Avaliação Completa do Novo Kia Optima


A Kia resolveu aproveitar a chegada do novo Optima para reforçar no Brasil uma imagem de requinte e sofisticação. A fabricante sul-coreana, que atua como uma marca de “segunda linha” do grupo Hyundai Motor na Europa e nos Estados Unidos, goza no mercado nacional de um status único no mundo: o de marca premium.

A chegada do novo médio-grande da Kia foi a deixa para o reajuste de preços nesse segmento. Conhecido até então como Magentis, o modelo oferecia tamanho e conteúdo compatíveis com a concorrência do nível do Ford Fusion por um preço razoavelmente menor.

Até sua segunda fase, que durou até 2010, o Magentis era vendido com preços a partir dos R$ 70 mil. Agora o novo Optima – nome que passa a ser global – teve o preço reajustado para R$ 96.900 na versão mais barata. O modelo ganhou um visual bem mais moderno e “musculoso” para tentar se colocar no Brasil junto a concorrentes de marcas com imagens mais consolidadas.

A ideia da Kia é situar o modelo no meio do segmento de sedãs médio-grandes que, além do Sonata, é povoado por rivais de peso como Volkswagen Passat e Ford Fusion – esse na versão V6, contra os quatro cilindros do Kia. A Chevrolet ainda oferece o Malibu por R$ 99.900 em versão única com motor 2.4 16V.

A marca ainda perfila como rivais modelos menores, mas de mais prestígio e preço relativamente próximos, como o Mercedes-Benz C180 CGI, o BMW 320i e ainda o Audi A4. Apenas 200 unidades do Optima chegarão ao Brasil em abril, primeiro mês de vendas, o que deve prejudicar sua comercialização. Para efeito de comparação, o Sonata tem alcançado vendas acima dos 400 carros mensais – 450 unidades em março.

O Optima é equipado com um quatro cilindros de 2.4 litros, 180 cv e 23, 5 kgfm de torque a 4 mil rpm. É o mesmo propulsor utilizado pelo Sonata, com quem também compartilha plataforma. O câmbio é sempre um automático de seis velocidades com opção de trocas manuais e borboletas atrás do volante.

kia-optima-avaliacao-1O conjunto é capaz de levar o Optima aos 100 km/h na casa dos 9 segundos e à velocidade máxima perto dos 210 km/h. A suspensão dianteira usa arquitetura McPherson e a traseira é Multilink, já presente em praticamente todos os sedãs médios e grandes premium vendidos no mundo.

Fora do Brasil, ele ainda pode ser equipado com um 2.0 turbo de 276 cv e um 2.4 de 200 cv – o mesmo que equipa as unidades destinadas ao mercado brasileiro, mas com injeção direta de gasolina. Para a Europa, ainda há a opção de um 1.7 diesel de 140 cv.

São apenas duas versões, sem nomes comerciais, como de praxe na linha Kia. A mais simples – e responsável por 60% dos carros trazidos –, é vendida por R$ 96.900 e traz itens importantes como acionamento elétrico do banco do motorista e controle de estabilidade com auxílio à partida em aclives de série.

Além deles, a lista comum ao segmento, como ar-condicionado de duas zonas, sistema de som com CD/MP3/USB/iPod, airbags frontais, laterais e de cortina, freios ABS e fixação Isofix para cadeirinhas infantis. A variante topo é oferecida por R$ 105.900 e adiciona teto solar duplo, destravamento das portas por proximidade, partida por botão e faróis de xenônio. Não há previsão de chegada de versões mais simples, que o deixem próximo do patamar do antigo Magentis.

Mas o ponto alto do Optima definitivamente é o design. O modelo é um legítimo representante da linha recente da marca, com traços assinados pelo badalado designer alemão Peter Schreyer – responsável pela primeira geração do belo Audi TT.

Estão lá todos os elementos já vistos em outros Kia, como a grade em formato irregular, que a marca diz remeter ao nariz de um tigre, além da linha de cintura alta e traços rebuscados. O conjunto ficou muito harmônico e imponente, e certamente faz o modelo se destacar entre os concorrentes.

Se a Kia pretende mesmo que o Optima seja a escolha “esportiva” do segmento dos sedãs médio-grandes, pelo menos o design garante o posto. Além da bela figura, a marca ainda procura agregar uma imagem de tecnologia ao modelo. Tanto que ainda em 2012 irá mostrar a versão híbrida do Optima.

Ponto a ponto

Desempenho – O propulsor empurra o carro com alguma decisão, ajudado pelo câmbio automático de seis marchas. Entretanto os 180 cv do motor 2.4 litros parecem pouco, e os 1.551 kg se fazem sentir nas acelerações mais fortes. Quando as rotações sobem, o câmbio faz seu trabalho, mas o carro não parece avançar com a energia esperada. Há a sensação de pouca força abaixo dos 3 mil giros, que o deixa algo “pesadão” em trechos urbanos, ainda que ele não seja exatamente lento. Ao menos, o motor Theta II é suave e parece gostar de trabalhar em giros mais altos, quando entrega melhor rendimento. No geral, o Optima não decepciona e tem performance condizente com o segmento. Nota 7.

Estabilidade – As rodas de 18 polegadas com pneus de perfil baixo sofrem com os buracos, mas a suspensão consegue filtrar bem as imperfeições e faz do modelo um carro confortável e ao mesmo tempo seguro. A carroceria aderna pouco nas curvas e nas retas a sensação é de solidez. Mesmo em altas velocidades, ele passa segurança, sem sofrer com ventos laterais ou ondulações da estrada. Há freios ABS – muito eficientes e com boa resposta ao pedal – e controle de estabilidade ESP para ajudar a segurar o carro caso algo dê errado. A direção hidráulica, no entanto, parece leve em velocidades mais altas. Nota 8.

Interatividade – O interior é muito bem resolvido, com o console central ligeiramente voltado ao motorista, que dá a sensação de um “cockpit”. A lista de itens de série é extensa e a operação dos sistemas é bem descomplicada. O som tem entradas USB/Aux e conexão para iPod, mas fica devendo o Bluetooth, falta grave no segmento. Além disso, o navegador por GPS também ficou de fora das primeiras unidades que chegaram ao Brasil. Há comandos no volante para o áudio, computador de bordo e controlador de velocidade de cruzeiro. O painel tem mostradores grandes e de ótima leitura sob qualquer luminosidade. O teto solar duplo – com uma janela sobre os bancos dianteiros e outra sobre o traseiro – é exclusivo da versão mais cara, junto com os faróis de xenônio. Nota 8.

Consumo – O Optima não é dos mais econômicos. O modelo indicou média de 7,2 km/l de gasolina durante o percurso de teste. A Kia não tem números oficiais, mas fala em cerca de 7,5 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada. O InMetro ainda não tem dados sobre o carro. Nota 6.

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Tecnologia – O modelo usa uma plataforma totalmente nova, compartilhada com o rival Hyundai Sonata. O motor possui injeção direta e tem bloco e cabeçote em alumínio para reduzir o peso. Há leds para iluminação diurna e nas lanternas traseiras e até câmera de ré, cujas imagens são mostradas numa pequena tela embutida no retrovisor interno. Também fazem parte do pacote básico airbags frontais, laterais e de cortina. O câmbio automático de seis marchas conta com opção de trocas manuais e no volante, que agrega comandos para o som, controlador de velocidade de cruzeiro e computador de bordo. O sistema de áudio fica devendo a prometida conexão Bluetooth para celulares. Nota 8.

Conforto – A suspensão dá conta de segurar os mais de 1.500 kg do Optima nas curvas sem que isso se traduza em desconforto para os passageiros. O espaço é mais do que suficiente para quatro adultos, e um eventual quinto passageiro ainda se beneficia do piso traseiro quase plano. Praticamente não há ruído proveniente do motor quando em marcha lenta, isolamento que prossegue até a faixa dos 130 km/h, ainda que os pneus façam mais barulho que o esperado. Atrás, passageiros de até 1,80 m não devem reclamar de aperto. Toda a atmosfera é substancialmente mais refinada que o Magentis anterior. Na frente, o console central alto limita o espaço para as pernas de motorista e passageiros altos. Nota 9.

Interatividade – O acesso é facilitado pelo bom ângulo de abertura das quatro portas. Há boa profusão de porta-objetos, apenas os das portas dianteiras mereciam ser maiores – ainda que continuem capazes de abrigar garrafas d’água pequenas. Os passageiros de trás têm à disposição porta-revistas nos encostos dos bancos da frente. O porta-malas acomoda 437 litros, relativamente pouco para um sedã que se considera grande, e ainda perde espaço para as travessas da suspensão traseira e para a dobradiça da tampa do porta-malas, que invade o espaço. Nota 8.

Acabamento – O acabamento é dos melhores, com material emborrachado cobrindo todo o painel e portas. Não há excessos, como apliques em madeira ou aço escovado no interior, o que mantém a sobriedade na cabine. Ainda há opção de ter todo o interior na cor bege, que dá uma dose extra de requinte ao modelo. Os encaixes são bem realizados e tudo parece feito para durar muito tempo. Mesmo o plástico rígido que cobre algumas partes menos visíveis passa boa impressão. O silêncio é quase absoluto mesmo em velocidade de cruzeiro, o que completa um conjunto bem acertado e de agradável convivência. Nota 9.

Design – Ponto alto do Optima. O carro perdeu o ar insosso das gerações anteriores com a renovação completa e cresceu em tamanho e porte. As linhas agressivas são destaque, com a traseira alta e a linha de cintura ascendente. As lanternas traseiras com luzes de leds e formato de bumerangue se destacam. Na frente, os faróis repuxados, com uma fileira de diodos para iluminação diurna, dão um aspecto moderno e familiar ao modelo – que ainda assim não perde o ar de novidade. Os traços do renomado designer Peter Schreyer, responsável pela transformação da Kia no mundo, deram ao modelo um ar elegante e refinado. Nota 9.

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Custo/benefício – A versão mais barata parte de elevados R$ 96.900 – ainda que muito bem equipada. Nessa faixa, o mais próximo é o líder Ford Fusion V6, com mais motor – de 243 cv – e equipamentos que o Kia. A versão com motor quatro cilindros é razoavelmente mais barata. Junto a ele, o Hyundai Sonata, com mesma configuração mecânica e versões, é vendido por cerca de R$ 95 mil. O Optima mais caro, de R$ 105.900, fica no meio do caminho entre os modelos coreanos e os consagrados alemães, como o Volkswagen Passat, que após o aumento do IPI passou a custar R$ 122.450 com o excelente 2.0 litros TSI de 200 cv. O preço do novo carro acabou ficando próximo demais do Cadenza, o maior representante da Kia, que custa R$ 129.900 na única configuração oferecida, que inclui um potente V6 de 290 cv e todo o arsenal tecnológico disponível nas estantes da fabricante sul-coreana. Nota 6.

Total – O Kia Optima somou 76 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir – Visual sedutor

Campinas/São Paulo – O Optima recebe bem os ocupantes, com bastante espaço e bom acabamento. Os revestimentos são de qualidade, com material emborrachado “soft touch” no painel e portas. Atrás, o grande banco traseiro acomoda com razoável conforto até passageiros de estatura maior – acima de 1,80 m, por exemplo.

Há farta dotação de equipamentos, mesmo na versão mais simples. O bom sistema de som – com conexões USB e para iPod –, no entanto, fica devendo a ligação Bluetooth para telefones, disponível apenas na variante mais cara. O quatro cilindros de 2.4 litros gira suave e pouco se faz notar quando ligado e em marcha lenta.

A entrega de torque é bastante Linear e contrasta com a imagem esportiva que a Kia pretende passar com o carro. Definitivamente, o Optima não fará a cabeça daqueles que buscam um sedã realmente esportivo. O desempenho é bom, mas os 180 cv dão uma performance apenas condizente com o porte e segmento.

Abaixo das 2.500 rpm as respostas são quase apáticas e é necessária até duas reduções de marcha para fazer o modelo “acordar”. Na cidade, o quatro cilindros se esforça – e faz barulho –, mas não consegue reagir com muito vigor nas saídas de sinal ou ladeiras.

Ao menos, o câmbio trabalha bem, com trocas rápidas e sem trancos. Em velocidades de cruzeiro de até 140 km/h, o sedã é bastante confortável e silencioso, faixa na qual demonstra suas melhores qualidades. Em regimes superiores, o barulho de vento e de rolagem dos pneus começa a incomodar e destoar do porte executivo do carro.

A suspensão, com tradicionais arranjos McPherson na frente e Multilink atrás, faz bem seu trabalho e filtra de forma satisfatória as imperfeições do asfalto. Ainda que o percurso de teste tenha envolvido apenas as rodovias bem pavimentadas do interior paulista, juntas de dilatação e ressaltos na pista foram amenizados mesmo com as rodas de 18 polegadas. O senão vai para a suspensão traseira que, por sua arquitetura, acaba roubando espaço do porta-malas.

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Ainda que a Kia apresente o Optima como a opção “esportiva” entre os sedãs médio-grandes, o modelo acabou se mostrando um carro extremamente competente para tarefas menos acaloradas do dia a dia. O silêncio a bordo e o ótimo acabamento tornam o modelo confortável na cidade e na estrada, desde que não se espere um desempenho arrebatador como o desenho arrojado pode até sugerir. O sedã acaba apostando no design chamativo como seu maior diferencial.Ficha técnica – Kia Optima 2.4 16V

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 2.356 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e duplo comando no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.

Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.

Potência máxima: 180 cv a 6 mil rpm.

Torque máximo: 23,6 kgfm a 4 mil rpm.

Diâmetro e curso: 88,0 mm X 97,0 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores a gás. Traseira independente do tipo Multilink, com molas helicoidais e amortecedores a gás.

Pneus: 225/45 R18.

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD.

carroceria: Sedã médio/grande em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,84 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,45 m de altura e 2,79 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e do tipo cortina de série.

Peso: 1.551 kg.

Capacidade do porta-malas: 437 litros.

Tanque de combustível: 70 litros.

Produção: Hwasung, Coreia do Sul

Lançamento mundial: 2010.

Lançamento no Brasil: 2012.

Equipamentos: Airbags frontais, laterais e de cortina, freios ABS, ar-condicionado automático com duas zonas, rádio CD Player com entradas USB e para iPod, volante com revestimento em couro e comandos do som e computador de bordo, trio elétrico, retrovisores externos rebatíveis eletricamente, faróis de neblina, controlador de velocidade de cruzeiro, controle de estabilidade e tração, bancos em couro com ajustes elétricos para o do motorista, fixação Isofix para cadeirinhas infantis, abertura interna do porta-malas.

Preço: R$ 96.900

Fonte: Noticias Automotivas

Kia Opirus V6 3.8

Mais barato, ele ganha fôlego extra para encarar Fusion, Jetta e Azera 

 

A Kia tornou definitiva a redução de 129900 para 99900 reais do preço do Opirus, que até poderia fazer frente ao grupo. O Opirus (leia “ópirus”) anda mais que o esportivo Jetta, é mais espaçoso que o grande Fusion e tem mais caris¬ma que o discreto Azera. Humm, pensando bem, não. Sempre que o mostrei a alguém, logo torciam o nariz para o visual. Mas gosto não se discute, e basta você olhar para uma foto e tirar suas conclusões.

O fato é que desse grupo, que inclui HondaAccord, ele é talvez o que oferece mais risco no pós-venda. Só tem 62 autorizadas no país (a Honda tem 138), a queda brutal no preço pode minar a confiança dos pre¬tendentes e sua presença no mercado é quase nula: vendeu 42 carros este ano, contra 1145 do Azera.

Mas deixemos de lado o mercado e falemos do carro. Qualquer má impressão some tão rápido quanto ele acelera. Não precisa pisar fundo para acordar 267 cv. Ele anda tão forte que nem seu câmbio automático de cinco marchas consegue refrear a cantada de pneu na saída do sinal. Qualquer aceleração reduz a marcha e faz o conta-giros saltar de 4000 pan 6000 rpm. Aqui o motorista de Jetta se sentiria em casa e nem se daria ao trabalho de trocar marcha no modo manual. Apesar do tamanho de barca (5 metros) e da proposta de luxo, a suspensao segura a onda: éconfortável sem ser molenga, firme sem ser dura.

Por dentro, além do espaço de latifúndio (tem mais entreeixos que o Azera ), destaca-se o excesso de itens de série: ar digital bizona, oito airbags, ABS com EBD e BAS, controle de tração, bancos de couro com ajuste elétrico. O requinte chega ao passageiro de trás poder reclinar eletricamente as duas poltronas traseiras—ele tem até botão para afastar o banco dianteiro!
No entanto, o Opirus é um paradoxo ambulante: tem tanto luxo, mas esquece coisas mais práticas ao motorista, O CD player não toca MP3 nem tem entra¬da para iPod,o retrovisor não aponta para baixo com a ré engatada e o controle remoto não levanta os vidros ao travar as portas. Até o estilo agressivo de motor e câmbio não combina com quem tem um Fusion na mira. Parece que o Opirus foi feito mais para quem está no banco de trás que ao volante.

Fonte: Revista Quatro Rodas

Kia Sportage

KiaO Sportage e o Tucson são como irmãos separados no nascimento. Um deles foi criado pela família Kia, outros pela Hyundai. Mas, quando se cruzam na rua, eles não se olham (assim como o Peugeot e o Citroën e VW e Audi, Kia e Hyundai são concorrentes declarados). No fundo, Sportage e Tsucon têm muitas semelhanças. Eles têm mesmos motores e arquitetura básica – incluíndo direção, suspenção e dispositivos de controle eletrônico. O que muda é fruto de um ajuste aqui, uma troca de componente ali e nada mais.

Eles têm a mesma idade, mais o Sportage ficou com um visual mais previsível, com superfícies abauladas e a vigia traseira lateral bem destacada dos vidros, como se o porta-malas fosse uma extenção da carroceria. Internamente, o cockpit é dividido em células: instrumentos, console e o lado do passageiro (onde existe uma alça de apoio). Em relação aos materias, o alumínio que reveste o console e o tecido dos bancos (que parece um veludo cotelê) não causam boa impressão visual.
O espaço interno é amplo para todos os ocupantes. Os bancos dianteiros são confortáveis e apóiam bem o corpo, mas atrás, as pessoas ficam com o quadril em posição mais baixa que os joelhos. O banco traseiro é bipartido, o que ajuda na modularidade do porta-malas, e o acesso à bagagem pode ser interno ou feito apenas pelo vidro traseiro basculante, sem a necessidade de abrir a tampa.

PainelEntre os itens de série, o Sportage 2.7 EX – que tem apenas uma configuração de equipamentos – traz ar-condicionado manual, preparação para som, ABS, controle de tração e duplo airbag frontal.
Equipado com motor V6 de 175 cv (que no Tucson entrega 180 cv), o Sportage teve um desempenho muito semelhante ao do rival. Se os dois disputassem uma corrida, venceria aquele que fosse dirigido pelo melhor piloto. Em relação ao consumo, houve empate técnico, nas ruas e nas estradas.
Seu preço é o mais baixo dos modelos mostrados aqui e, para quem abre mão do motor V6, a Kia (assim como a Hyundai) dispõe das versões 2.0 de quatro cilindros, que saem mais em conta. Em relação ao seguro, o V6 paga em média 7% de seu valor na apólice, índice cobrado na maioria dos outros jipinhos. Mais perde para o X-Trail, o mais barato, e para o Tucson, com seguro na faixa de 6%.
Bolso
Preço do carro – 114.990 reais
Garantia – 5 anos s/ limite de km
Consumo cidade (km/l) – 6,9
Consumo estrada (km/l) – 9,7
Tanque de combustível/autonomia (l)(km) – 65/630 

Conforto
Ar-condicionado/direção hidráulica
Rodas de liga leve/pintura metálica (opcional)
Vidros/travas elétricos
Espelhos
Banco traseiro rebatível 2/3 1/3
Câmbio Automático/cruise-control
Bancos de couro

Segurança
ABS/EBD
Controle de tração/estabilidade (opcional)
Airbags (frontais)
Encosto de cabeça
Imobilizador/brake-light

Desempenho
0-100 km/h (s) – 13,3
0-1000 m (s) – 34,7
D 40 a 80 km/h (s) – 5,7 
D 60 a 100 km/h (s) – 8,0
D 80 a 120 km/h (s) – 9,3
Velocidade máxima (km/h) – 180
Frenagem 120/80/60 km/h a 0 (m) – 62,4/27,2/15,5 
Ruído interno PM/RPM máx. (dB) – 36,1/66,6
Ruído interno 80/120 km/h (dB) - 57,9/63,5
Velocidade real a 100 km/h (km/h) – 95

Ficha Técnica
Motor/posição – dianteiro/transversal
Construção/cabeçote/cilindrada (cm³) – V6/24V DOHC/ 2657
Diâmetro/curso (mm) – 86,7/75
Taxa de compressão – 10:1
Potência (cv a rpm) – 175 a 6000
Torque (mkgf a rpm) – 24,6 a 4000
Câmbio (tipo/marchas/tração) – aut./4/integral
Direção (tipo/nº voltas) – hidráulica/3 voltas
Suspenção dianteira – duplo A
Suspenção traseira – dual link
Freios (tipo/dianteiro/traseiro) – hidr./disco/tambor 
Pneus –   235/60 R16

Dimensões
Comprimento/entreeixos (cm) – 435/263
Altura/largura (cm) – 169/180
Ângulo entrada/saída/vão livre (%/cm) – 29/28/20
Porta-malas/peso (l/kg) – 667/1743
Peso/potência (kg/cv) – 9,9
Peso/torque (kg/mkgf) – 70,6
Diâmetro de giro (m) – 11,3

Fonte: Revista Quatro Rodas

KIA CERATO

A Kia lançou este ano o Cetato 2007.

Kia Cerato

O carro vem com motor 1.6 de aluminio, com 121 cv, 16 v, a gasolina.

A Kia não economizou na garantia, deu 5 anos para o Cerato, e sem limite de Quilometragem.

Kia Cerato

Por fora o carro não decepcionou, e por dentro o carro vem completo, inclusive com air bag duplo.

O preço começa a partir dos R$ 50.000,00.

Kia Cerato traseira

Por enquanto, o consumidor encontra somente o Cerato equipado com transmissão manual de cinco velocidades. Apesar de não ter sido confirmado pela marca, alguns concessionários mencionaram que o modelo equipado com o motor 2.0 l sairá de linha – reflexo de um segmento composto por modelos como Honda Civic, Chevrolet Vectra e Toyota Corolla.